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Conselheiro do TCE rebate acusações e diz que 50 milhões foram para setor tecnológico

José Carlos Novelli alega que o valor foi usado para renovar a estrutura tecnológica do TCE. Em depoimento, o ex-secretário Pedro Nadaf, porém, afirma que o valor foi usado para pagar propina a conselheiros do TCE.

O ex-deputado e Conselheiro do TCE, José Carlos Novelli (Foto: TCE/Divulgação)

 

O ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), José Carlos Novelli, afirmou que o repasse de R$ 50 milhões feito ao órgão pelo governo do estado, durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), foi usado para renovar a estrutura tecnológica do TCE.

 

O valor, no entanto, teria sido usado para pagar propina a conselheiros do órgão, segundo o ex-secretário de estado Pedro Nadaf.

 

Em nota, Novelli alega que as afirmações de Nadaf são mentirosas, irresponsáveis e motivadas por vingança.

Em depoimento ao ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Nadaf declarou que o pagamento de propina ao TCE teria sido acertado em 2013 pelo ex-governador Silval Barbosa e Novelli, então presidente do órgão.

 

Novelli, porém, nega o recebimento da propina e alega que o valor repassada pelo governo foi usado para “renovar a estrutura tecnológica do TCE e implantar um programa de desenvolvimento institucional”.

 

O repasse do montante foi acertado durante uma reunião com Silval e representantes do TCE. À época, um termo de compromisso previa o pagamento dos R$ 50 milhões em duas parcelas nos anos de 2012 e 2013. O valor, segundo o documento, era decorrente de excesso de arrecadação.

LEIA ESTA: Segundo Ex-secretário, ex-governador e TCE teriam acordo de 50 milhões em propina

Depoimento de Nadaf

De acordo com o depoimento de Nadaf, Novelli teria procurado o ex-governador para oferecer vantagens ao governo em diversos contratos que estavam sob fiscalização do TCE, como as obras da Copa do Mundo, os incentivos fiscais, o programa MT Integrado e obras em andamento nas secretarias estaduais em geral, além da aprovação das contas do Executivo.

O valor da propina, conforme o ex-secretário, teria sido proposto pelo então presidente do TCE, baseado no valor global que o estado estaria movimentando nos setores sob fiscalização do órgão. Silval teria assinado notas promissórias que foram sendo resgatadas conforme o pagamento era efetuado.

 

Conforme Nadaf, o ex-governador teria lhe dito que, além de Novelli, também recebiam a propina os conselheiros Sérgio Ricardo, Antônio Joaquim, Waldir Teis e Valter Albano.

 

Em nota assinada pelo presidente do TCE, Antônio Joaquim, o órgão afirmou que uma denúncia sobre o caso foi feita em outubro de 2016 e investigada pelo órgão, restando o processo arquivado por falta de provas. Os autos, porém, foram remetidos ao MP e demais órgãos de controle externo, para que as investigações possam ser aprofundadas, se necessário.

 

Em nota, Sérgio Ricardo afirmou não ter conhecimento dos acontecimentos relatados por Nadaf e chamou as declarações de mentirosas.

 

Por assessoria, Waldir Teis disse que nunca foi procurado por ninguém para fazer os acordos narrados por Nadaf. O conselheiro Valter Abano também negou as acusações e afirmou que não recebeu vantagens indevidas.

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Publicado por » Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu a carreira trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, músico, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. (http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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