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TCE/MT e Assembleia tem servidores envolvidos em mais um esquema milionário de corrupção

Cinco servidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e três do Tribunal de Contas do Estado foram alvos de condução coercitiva e de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Convescote, do Gaeco, nesta sexta-feira (30).

Assembleia Legislativa de Mato Grosso – (Foto: Fablício Rodrigues (ALMT)

 

A operação do Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, investiga suposto desvio de dinheiro da ALMT e TCE por meio de convênio dessas instituições com a Faespe, com sede em Cáceres, a 220 km de Cuiabá. Existe ainda a suspeita dos crimes de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa. Segundo o MPE, mais de R$ 3 milhões em recursos públicos foram desviados entre 2015 e 2016.

Entre os servidores conduzidos de forma coercitiva estão Odenil Rodrigues e Sued Luz, lotados no gabinete do deputado Guilherme Maluf (PSDB), ex-presidente da ALMT. Em nota, o parlamentar disse que ainda espera informações sobre os questionamentos e que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Outro servidor da ALMT que foi alvo da operação foi o coronel e ex-comandante da Polícia Militar, Nerci Denardi.G1 não conseguiu contato com o advogado dele.

Os servidores da ALMT, do TCE e da Faespe são suspeitos de envolvimento diretamente no esquema, atestando serviços de empresas que seriam de fachada contratadas pela Faespe, a fim de desviar dinheiro público.

Já a funcionária do Sicoob tenha recebido dinheiro para dar apoio ao grupo criminoso, ao permitir que um dos integrantes da suposta quadrilha pudesse gerenciar as contas dos empresários que confessaram que não prestavam os serviços contratados pelo convênio.

primeira fase da operação foi deflagrada no dia 20 de junho e prendeu preventivamente 11 pessoas, entre eles dois servidores do TCE. Um deles é Marcos José da Silva, apontado como líder do bando. Na época dos supostos crimes, ele era secretário-executivo de Administração do TCE-MT. A esposa dele também foi presa.

Um dos presos na semana passada foi Lázaro Amorim. Em depoimento, ele confessou que atestou o recebimento de serviços por parte de empresas de fachada e disse que o maior desvio de dinheiro foi na ALMT, estimando que 30% dos convênios celebrados seriam fraudados.

A Mesa Diretora da ALMT instaurou, no dia 21 de junho, processo interno de auditoria especial no convênio com a Faespe, com prazo de 120 dias para conclusão dos trabalhos.

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Publicado por » Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu a carreira trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, músico, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. (http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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