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VÍDEO | Promotor de Mato Grosso é detido após desacatar, xingar e agredir policiais, porém foi liberado

 

Há suspeitas de que o promotor estivesse embriagado, porém a legislação impede que membro do MPE seja preso por crime afiançável.

Fábio Camilo da Silva foi encaminhado a delegacia, mas foi solto por deter a prerrogativa do foro privilegiado.

 

O promotor de Justiça, Fábio Camilo da Silva, lotado em Guarantã do Norte, se envolveu numa confusão com policiais militares na tarde deste sábado (01/07), em uma rodovia próximo a Peixoto de Azevedo.

Ele só não ficou detido porque tem prerrogativa de foro privilegiado, o que impede sua prisão por crime afiançável.

De acordo com relato de policiais que atenderam a ocorrência, o promotor foi flagrado dirigindo supostamente embriagado por policiais militares. Durante a abordagem, o membro do Ministério Público Estadual, de acordo com imagens, desacatou os policiais militares.

RELATOS DO B.O.

Segundo a narrativa do B.O., uma guarnição da PM foi acionada após uma ligação telefônica por parte de um morador. Este morador relatou que, ao passar pelo município Terra Nova do Norte (675 km de Cuiabá), em frente ao posto de combustível Idaza Sexta Agrovila, viu duas pessoas discutindo em frente a um carro, um deles em “visível estado de embriaguez alcoólica”.

Ao chegar ao local, segundo contam os policiais, e indagar o condutor, o mesmo teria perguntado aos agentes se “sabia com quem estava falando”.

Neste momento, segundo o policial Edmilson, o promotor foi informado sobre o motivo da abordagem. Entretanto, Fábio Camilo teria passado a fazer questionamentos ao soldado, entre eles o motivo da viatura estar sem a placa dianteira. De acordo com o PM, o promotor “deu voz de prisão” e pediu que o outro policial, Cenilton de Lima, prendesse o colega.

“Disse que iria verificar a viatura de serviço, pois tinha certeza que algo estava errado. Disse que a pistola que este militar estava portando certamente estava com a numeração raspada, e ainda disse a este militar ficar longe do seu veiculo, pois tem certeza que este militar é corrupto”, afirma.

“Disse para se afastar do seu veiculo, pois iria implantar droga em seu carro. O promotor, a todo momento, tentava determinar que os militares permanecessem na posição de sentido para falar com ele, falou que o Código Militar estabelece hierarquia para o promotor de justiça. Dentro do veiculo havia varias garrafas de cervejas vazias e o mesmo ainda jogou algumas garrafas para fora do seu veiculo, dizendo que aquilo era ‘zica’ e que não poderia ficar no interior do veiculo”, relata o PM.

 

GRAVATA EM SOLDADO

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, por diversas vezes o promotor teria tentando retirar o celular do militar.

Em determinado momento, Fábio Camilo deu uma gravata em Edmilson, o enforcando. Segundo o B.O., ambos caíram ao chão.

“Ele disse: ‘vou lhe matar, soldado, com sua própria arma’.

O promotor tentou retirar a arma deste militar, sendo interceptado pelo soldado Cenilton e a testemunha Reginaldo, sendo necessário o uso da força para conter o promotor e ainda utilização de algemas, para salvaguardar a integridade física dos agentes e do próprio promotor, diz o documento.

GRAVAÇÕES REVELAM OS FATOS

Um vídeo, feito por um PM, mostra o promotor tirando a camisa para brigar com um dos policiais. Ele ainda desafia o militar a agemá-lo e atirar nele. “Pode algemar. Aproveita que estou de costas e atira”, falou.

O promotor ainda disse para que um dos policiais “colasse os cascos” e jogou o quepe dele no chão. Ele ainda fez questão de mostrar que era autoridade e ironizou a patente dos militares, que haviam anunciado que chamariam o coronel responsável pelo batalhão.

Em outro momento, o promotor fez questão de mostrar que era autoridade e ironizou a patente dos militares, que haviam anunciado que chamariam o coronel responsável pelo batalhão.

“Segundo o código penal militar, o promotor equivale ao coronel, tá certo”, disparou.

O promotor chegou a tomar “banho” com um líquido que aparentava ser cerveja, e ameaçou prender um policial durante a discussão. Os fatos são mostrados em vídeos que foram gravados durante o impasse entre o membro do Ministério Público Estadual (MPE), lotado em Guarantã do Norte, e membros da PM.

Fábio Camilo da Silva fez o sinal da cruz com uma caneca com um líquido, que aparenta ser cerveja e disse.

“Até para curar é mais rápido, daqui a cinco minutinhos não tenho mais nenhum hematoma. Daqui a cinco minutos nem machucado eu estou, porque saro rápido”, narrou.

Em um dos trechos dos vídeos, feito por um PM, o promotor tira a camisa para brigar com um dos policiais. Ele desafia o militar a algemá-lo e atirar nele.

Pode algemar. Aproveita que estou de costas e atira”, falou.

Em seguida, ele avisou a um conhecido que o acompanha, identificado como Daniel.

“Se ele atirar em mim, aí você tem que matar ele, tá? E aí, vai todo mundo preso por homicídio.”

O colega do promotor informou que iria indo embora e o membro do MPE suplicou. “Ô, Daniel, vai, não. Fica aqui. Se ele me matar, você é testemunha”, pediu.

ASSISTA O VÍDEO DA DISCUSSÃO:

Já outro vídeo mostra Fábio Camilo da Silva ameaçando prender um dos militares que conduziu a ocorrência, pois afirmou que estava sendo desrespeitado. “Eu não queria te prender, cara”.

Os policiais solicitaram reforço e chegaram a encaminhar Fábio Camilo para a delegacia. O procedimento adotado foi chamar um promotor de Justiça para acompanhar a ocorrência. Ele vai responder inquérito criminal e um procedimento administrativo junto ao Ministério Público.

O delegado plantonista pegou todos os dados do caso e relato de testemunhas para registrar a ocorrência por desacato e embriaguez ao volante. Caso ele ficasse detido, os policiais militares poderiam responder pelo crime de abuso de autoridade.

De acordo com a legislação, autoridades com prerrogativa de foro só podem ser detidas por crimes inafiançáveis. Eles são: tráfico de drogas, racismo, tortura, crimes hediondos e terrorismo.

Fábio Camilo da Silva é “novato” no Ministério Público Estadual. Ele tomou posse no dia 7 de abril de 2017, junto com outros 18 promotores.

No boletim de ocorrência, aparecem como vítimas os Soldados PM: Edmilson Roberto Correa e Cenilton de Lima Braga.

  • Fábio Camilo da Silva - Promotor de Justiça em Guarantã do Norte

POSIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL/MT – EM NOTA

Por meio de comunicado, na manhã deste domingo (2), o Ministério Público Estadual informou que irá investigar a conduta do promotor de Justiça Fábio Camilo da Silva.

O MPE repudiou a postura do membro e garantiu que aplicará medidas disciplinares contra o profissional.

“O Ministério Público do Estado de Mato Grosso lamenta profundamente a situação ocorrida em Guarantã do Norte e assegura que todas as providências estão sendo tomadas para apuração da conduta do promotor de Justiça substituto e adoção das medidas disciplinares cabíveis”.

O órgão ainda justificou que o caso é isolado e não é coerente à postura de outros membros do MPE.

“Destaca, ainda, que trata-se de um fato isolado que não representa a postura adotada diariamente pelos 264 membros da Instituição”, asseverou.

Fábio Camilo da Silva é “novato” no Ministério Público Estadual e responde ainda como Promotor substituto. Ele tomou posse em 7 de abril deste ano, junto com outros 18 promotores.

Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu carreira, desde 1991, trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, músico, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
(http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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