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Para o presidente do TRE/MT a Reforma Eleitoral ainda é “muito tímida” e precisa de participação do povo

Presidente do TRE, desembargador Márcio Vidal diz que que punir sem coibir é enxugar gelo. (Foto: Gilberto Leite).

Para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Márcio Vidal, as propostas de reforma eleitoral apresentadas até o momento podem ser definidas como “muito tímidas”.

Presidente do TRE, desembargador Márcio Vidal diz que que punir sem coibir é enxugar gelo. (Foto: Gilberto Leite).

 

Em entrevista concedida ao , Vidal comenta que o próprio TRE-MT já enviou ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Congresso sugestões de adequação ao sistema político brasileiro.

“Porque entendemos que de nada adianta só punir se não tivermos um instrumento eficaz de obstar que práticas desse tipo venham a acontecer novamente”, pondera.

O desembargador entende que punir sem criar mecanismos para coibir “é como se tivesse enxugando gelo”.

Neste ponto, destaca a participação popular como essencial para participar da discussão e cita como exemplo a intensa interação registrada no âmbito da Lei da Ficha Limpa.

“Se não fosse a iniciativa da sociedade, não teríamos essa lei. A Constituição brasileira oferece esse mecanismo e o cidadão eleitor precisa exercê-lo e este é o momento. Tem que participar através das redes sociais, tem que discutir, o tema tem que estar na mesa de todos, seja de faculdade, colégios, empresas, em qualquer espaço onde estivermos em grupos, acho que tem que discutir”, defende.

Vidal acrescenta que a política deve ser de interesse de todos, pois não há ninguém que não seja afetado diretamente por atos e ações políticas, de modo que a sociedade possa “retomar as rédeas” deste segmento.

“Porque é o eleitor quem deve decidir qual é a sociedade e o modelo de estado que queremos, quais as ações que os governos devem ter e não se submeter a eles”.

Financiamento de campanha

O que é necessário, em termos de gastos, para o aprimoramento da democracia?, questiona desembargador sobre gastos em campanha 

Com relação às alterações do financiamento de campanha, o presidente do TRE considera o tema bastante delicado e se questiona por várias vezes: Qual o valor de uma campanha?

“O que é necessário, em termos de gastos, para o aprimoramento da democracia? Ou seja, como é que eu vou ter o financiamento de uma campanha para colocar o meu nome e as minhas ideias à disposição do cidadão? Muito se discute sobre formas, se é público, privado ou misto, mas não se discute qual é o custo necessário e que seja de forma igual para todos”, analisa.

Neste contexto, defende a implementação de um sistema de controle. Comenta que foi sugerida a criação de um fundo da democracia, no qual, com participação do setor privado de forma limitada, e do público, o recurso seria gerenciado pelo TSE.

Por fim, Vidal reitera seu posicionamento de que a sociedade deve participar mais ativamente dos debates.

“Eu não vejo, ainda, a participação da sociedade. A sociedade é que teria que opinar qual seria o melhor critério. Se deixar por conta deles, eles vão fazer do jeito que eles acham que lhes convêm e nós vamos continuar cada ano, cada eleição, a apontar alguns equívocos aqui e acolá. Isso implica que nós não vamos mudar. […] Acho que primeiro de tudo, antes de saber o método, precisaria discutir o custo”.

Caixa 2

Questionado se é viável acabar com a prática de caixa 2, o presidente do TRE responde que “é possível” e cita os aplicativos de denúncia oferecidos pelo TRE, tais como o Pardal e o Caixa 1.

“Para isso é importante que o cidadão eleitor, que é o grande protagonista da democracia, atue. Em eleições passadas o Pardal já culminou em vários processos de cassação”.

FONTE:  http://www.rdnews.com.br/

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Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu carreira, desde 1991, trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, músico, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
(http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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