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Está preso advogado de Colniza acusado de manter funcionário em “situação análoga a escravidão”

O advogado Robson Medeiros, 42, acusado de manter trabalhadores em situação análoga à escravidão, foi preso. O mandado expedido pela Justiça Federal foi cumprido pela Polícia Civil.

Robson Medeiros foi responsável por ação contra Câmara e Prefeitura de Colniza para barrar aumento de salário por ferir princípios constitucionais de moralidade e razoabilidade.

 

Além dele, o ex-sogro Lelui Antonio Pertile Bombarda também foi preso. Está sendo cumprido também mandato de busca e apreensão na fazenda do advogado em Colniza (1.065 km da Capital).

A denúncia chegou a Central de Atendimento de Direitos Humanos, disque 100. Entre as vítimas, estava um deficiente físico e visual que vivia em condições desumanas.

De acordo com informações preliminares, o advogado foi encaminhado para a sede da Polícia Militar para que fossem atendidas todas as prerrogativas legais de sua prisão, caso a sede da PM não seja adequada, ele deverá ser encaminhado para o Fórum de Juína (720 km de Cuiabá), já que, por ser advogado, tem privilégios.

Caso

Após receberem a denúncia, os policiais da Delegacia de Colniza diligenciaram até a Fazenda São Lucas, de propriedade do advogado, na linha 36, km 09, sentido Guariba, onde encontraram o senhor J.P.R., vivendo em um quarto com muito ratos e próximo ao chiqueiro. O local ainda funciona como depósito para armazenamento de produtos agropecuários, rações e ferramentas.

A vítima tem deficiência física e visual ocasionadas por acidentes de trabalho nas fazendas do acusado. O funcionário, que nunca teve carteira assinada e recebia apenas moradia e comida pelos trabalhos prestados, ficou cego do olho esquerdo devido a um acidente de trânsito em 2015 e amputou uma perna em razão de ferimento ocasionado quando apagava um incêndio na propriedade.

O senhor ainda é portador de Hanseníase e não sente dores no corpo. Há cerca de quatro meses os ratos que convivem no quarto roeram a perna da vítima enquanto ela dormia, e ao levantar percebeu as poças de sangue no colchão. Devido às deficiências, o lavrador não consegue fazer a sua comida e espera que outros funcionários da fazenda levem refeição para ele.

FONTE: Bárbara Sá

  http://www.rdnews.com.br/

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Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu a carreira trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, músico, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
(http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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PERGUNTINHA DO MÊS:

Você acredita que houve excessos e abuso de autoridade no fato do comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar de Alta Floresta ter desconsiderado a autorização de entrada da funcionária, invadido a emissora de TV e agredindo-a apertos e empurrões ou ele apenas estava agindo dentro dos limites que a sua condição de oficial membro da polícia militar lhe permite agir?

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