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Eduardo Cunha manipulava o governo Dilma e Lula com “mapa de cargos” estratégicos

STF compartilhou provas reunidas na Operação Catilinárias com a Lava Jato. Há menções a ‘Gov Lula’, ‘Gov Dilma’ e ‘Cargos da bancada da Câmara’.

Ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (Daniel Ramalho/Reprodução)

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) compartilhou com a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Catilinárias, que teve como principal alvo o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Entre a papelada reunida em endereços ligados a Cunha e apresentada pelo Ministério Público Federal ao juiz federal Sergio Moro, estão duas folhas com anotações sobre o loteamento de cargos nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e um mapa com indicações da bancada do PMDB da Câmara.

Os manuscritos sobre os governos petistas (veja na íntegra aqui) comparam a ocupação de posições em ministérios e autarquias federais nas gestões Lula e Dilma. Sob a administração do ex-presidente (“Gov Lula”), a tabela “cargos” tem menções à Diretoria Internacional da Petrobras e “1/2” da Diretoria de Abastecimento da estatal.

Os ex-diretores da Área Internacional Nestor Cerveró e Jorge Zelada, ambos delatores da Lava Jato, revelaram aos investigadores que foram sustentados politicamente pelo PMDB em troca de propina.

Já o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, originalmente apadrinhado pelo PP, disse em sua delação que, a partir de 2006, quando ficou muito doente e esteve perto de perder o cargo, também recebeu apoio político do partido. As propinas que Costa arrecadava, segundo o delator, ficaram divididas entre pepistas e peemedebistas.

As anotações apreendidas pela Operação Catilinárias também indicam a ocupação de cargos durante o governo Lula em órgãos dos ministérios das Comunicações (Correios e Anatel), Minas e Energia (Furnas), Agricultura(Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)), Saúde (Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Departamento de Atenção Básica e “Sec TI”) e Integração Nacional (Departamento Nacional de Combate às Secas (Dnocs), Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)).

Ainda na gestão do ex-presidente, há menções a “vice pres gov” e “vice pres TI” do Banco do Brasil, em possíveis referências à vice-presidência de Governo e à vice-presidência de Tecnologia do banco estatal.

Já na tabela referente ao governo de Dilma Rousseff (Gov Dilma), a maioria das referências a órgãos estatais é precedida por “s/”, o que pode significar que, no governo da petista, o grupo político de Cunha ficou sem as nomeações que mantinha na gestão Lula: “s/ Embratur”, “s/ Conab”, “s/ Dataprev”, “s/Correios/Anatel”, “s/nacionais Correios”, “s/Petrobras”, “s/Furnas”, “s/ Infraero”, “s/Funasa”, “s/ Sec. Saúde Básica”, “s/ Sec TI”.

Na coluna que se refere a Dilma, as duas vice-presidências do Banco do Brasil listadas no governo Lula são vinculadas à palavra “nada”.

As únicas rubricas não precedidas por “s/” nas anotações referentes à ex-presidente são o Dnocs e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

FONTE:  

 

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Publicado por » Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu a carreira trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, músico, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. (http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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