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Altaflorestense defende tese de doutorado no Dia Internacional da Mulher

Estar um passo à frente, na atividade policial e na vida.

A carreira profissional e a trajetória pessoal da investigadora de polícia Daise Beckmann Morel Luck se fundem de tal maneira, que é difícil dissociar os papéis.

Prestes a defender a tese de doutorado “A Segurança Pública como bem-estar e não apenas como necessidade de vigilância e punição” na Universidad Del Museo Social Argentino (UMSA), ela considera fundamental o foco na prevenção do crime.

O tema da pesquisa recebeu um toque da preocupação que ela tem com as pessoas e resume na seguinte diretriz: respeito ao próximo.

E de olho no futuro, ela já pensa no próximo passo que dará. “Depois de defender essa tese, vou descansar um pouco, mas não muito, porque pretendo dar início a um pós-doutorado também”, ressalta a servidora, que atualmente é gerente administrativa do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Resultado de pelo menos cinco anos de dedicação, dos quais dois foram focados na aprovação pela faculdade de Buenos Aires, na Argentina, o trabalho será defendido nesta quarta-feira (08.03), quando se comemora o Dia Internacional da Mulher (08.03).

A proposta, por meio de resolução, institui um sistema de segurança focado no trabalho conjunto entre polícia e sociedade.

“Eu vejo a segurança pública como um bem-estar para a sociedade, com uma presença mais efetiva, para transmitir tranquilidade, e que a população não olhe a polícia apenas com as funções de punição e vigilância”.

Nesse sentido, a pesquisa aponta a necessidade de investimentos em tecnologia e também no aprimoramento da capacitação dos policiais para lidarem mais diretamente com os moradores nos bairros das cidades.

Como argumento, a investigadora aponta a importância do respeito aos direitos humanos e da interação com a comunidade para a construção de soluções adequadas visando à redução dos índices de criminalidade.

Em termos práticos, a norma defendida na tese prevê medidas como reuniões periódicas entre policiais e moradores, diretores de escolas, comerciantes, entre outros; viaturas personalizadas nos bairros; e instalações de câmeras nas viaturas e fardamento para acompanhamento das ocorrências em tempo real.

“É fundamental estar presentes na sociedade, nas escolas, e com isso eu vejo um atendimento mais humano”, frisa Daise.

Às vezes, a visão com relação à segurança pública é distorcida, mas hoje o policial está muito mais preparado para atender a população”, acrescenta.

Em 1986, quando ingressou na Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), em Sinop (505 km ao Norte de Cuiabá), ela não imaginava que veria e viveria tantos avanços na profissão.

Por isso, acredita que o processo de modernização deve ser contínuo. Prestes a completar 32 anos como investigadora e 14 no Ciosp, relembra a evolução que presenciou.

“Quando o disque-denúncia começou a funcionar no Ciosp, por exemplo, era tudo manuscrito, hoje o sistema é todo informatizado, e cada dia damos um passo a mais. A gente tem que acreditar que vai melhorar e depende de nós”.

Conquista pelo espaço feminino

O respeito pela presença da mulher na segurança também foi outra mudança sentida por ela, que trabalhou na atividade operacional em Sinop, Guarantã do Norte, Sorriso, Peixoto de Azevedo e Alta Floresta, de 1988 a fevereiro de 2001.

“Todos esses anos de polícia me deixam orgulhosa, por sempre ter trabalhado, prestado um bom serviço para a sociedade e, muitas vezes, ser um exemplo dentro das instituições, mostrando como podemos trabalhar e evoluir ano a ano, com a nossa persistência, e confiança de que amanhã vai ser um dia melhor. Nós, mulheres, podemos fazer a diferença”, avalia.

A gerente administrativa do Ciosp conta que há 20 anos, na região Norte do estado, havia apenas ela e mais uma policial na equipe, formada majoritariamente por homens.

“E eu era a única ainda que tirava plantão nas delegacias, mas hoje eu vejo mais plantonistas femininas, até podendo prestar um melhor atendimento para as mulheres, por exemplo, quando são vítimas de violência doméstica, porque elas se sentem mais acolhidas”.

De acordo com Daise, as mulheres ocupam os espaços tranquilamente, pois possuem um grande poder de transformação no ambiente de trabalho.

O apoio familiar foi fundamental para que ela não desistisse da carreira. Naquela época, o plantão seguia o regime de 24h por 24h.

“Quando vieram as crianças, meu marido (que também é investigador de polícia) e eu revezávamos os plantões para cuidarmos dos filhos”, recorda.

Ela e José Agno Morell Luck, atualmente aposentado, tiveram dois filhos. O primeiro, Douglas Beckmann Morel Luck, está com 27 anos e é advogado criminalista.

O segundo filho, Dalton Beckmann Morel Luck, faleceu com um ano e dois meses.

A investigadora também perdeu o irmão mais velho, Aldemir Henrique Beckmann, durante uma ocorrência policial, em 1991, quando ele tinha apenas 26 anos.

Tanto ele quanto o mais novo se tornaram policiais militares.

“Para nós todos foi uma dor muito grande, mas nem por isso desistimos de seguir nossa vocação”.

Natural de Três Passos, município do Rio Grande do Sul (RS), ela se mudou com a família para o estado de Mato Grosso em 1977.

É formada em Letras e Direito, e possui especializações em Psicopedagogia na Educação e em Políticas de Segurança Pública e Direitos Humanos. Além do pós-doutorado que pretende fazer na área de Segurança Pública, Daise também vai se dedicar à prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que ainda não fez por não poder exercer a advocacia antes de se aposentar.

Este assunto, inclusive, ainda vai exigir uma preparação psicológica.

“Gosto muito do meu trabalho, da equipe, e tenho grande dificuldade de pensar em aposentadoria, eu tenho que me preparar bem para isso”, conclui a servidora.

FONTE: Nativa News

Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu carreira, desde 1991, trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, músico, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
(http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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    "Iremos promover junto a Câmara a criação de uma audiência pública para convocar e exigir da ENERGISA explicações sobre os aumentos "abusivos e extorsivos" nas contas de energia no município".
  • CHARLES MIRANDA (PSD-AF/MT)
    "Eu atendo desde as 4:00 da manhã nos postos de saúde, e não temos material de apoio, não temos condições para cobrar que os funcionários deem qualidade no atendimento a população".
  • VEREADOR TUTTI (PSDB - AF/MT)
    "A grande esperança do povo brasileiro hoje é a justiça, por que os políticos perderam a "vergonha na cara"".
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