Os quase 70 venezuelanos que chegaram em Cuiabá, na sexta-feira (6), estão fazendo as carteiras de trabalho e esperam conseguir emprego para sustentar a família e ainda ajudar os parentes que continuam na Venezuela. Eles devem permanecer na Pastoral do Migrante durante 45 dias.

 

“Estamos muito agradecidos ao governo brasileiro, estamos muito agradecidos à gente de Cuiabá e só pedimos uma oportunidade porque somos gente boa e gente muito trabalhadora”, declarou o carpinteiro Jesus Rafael Afonso.

 

Enyerlith Jimenez, operadora de circuito fechado, disse que estava em Boa Vista (RR) há quase cinco meses e que resolveram mudar de cidade porque lá a vida da família estava muito difícil.

 

“Como há muitos venezuelanos em Boa Vista e todos os dias chegam mais e mais, tem pessoas nas praças. Eu dormi dois dias na praça. Depois, passei 15 dias na Polícia Civil com minhas filhas e meu esposo”, afirmou.

 

Já a educadora Denis Gonzales não conseguiu trazer os filhos para o Brasil. Ela veio com o marido. Ela disse que espera arrumar um trabalho e que parte do dinheiro que ganhar deverá ser enviado aos parentes que estão na Venezuela.

 

“Um quilo de presunto lá (na Venezuela) custa 750 mil bolívares e eu prefiro comprar um quilo de arroz, mas eles te obrigam a comprar”, disse.

 

Os venezuelanos começaram a deixar o país em 2015 e buscam escapar de uma das maiores crises econômicas. Durante o governo de Nicolás Maduro, a inflação em 2017 chegou a de 2.600%.

 

O salário mínimo, de R$ 1,3 milhão de bolívares, não cobre os gastos com alimentos e produtos de higiene.

 

“Só dá para comprar um arroz e um açúcar. O frango não podemos comprar porque passa do salário mínimo”, disse o carpinteiro Jesus Rafael.

 

No mês de fevereiro, o Brasil liberou cerca de R$ 190 milhões para ações humanitárias aos imigrantes do país vizinho. A Organização das Nações Unidas (ONU) está coordenando os trabalhos de ajuda aos venezuelanos.

 

A Polícia Federal informou que os processos de cadastramento e de regularização dos venezuelanos que chegaram em Cuiabá foram feitos em Roraima, onde também receberam atendimento médico e vacinação contra doenças, como caxumba e rubéola.

 

Segundo o representante do local, Dominikus Rato, eles devem receber novas carteiras de trabalho.

 

“Vamos registrar todos os nomes e a profissão que eles tem para facilitar a empregabilidade”, contou.



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LINK DA NOTÍCIA:Venezuelanos fazem carteiras de trabalho e buscam emprego em MT
FONTE: CENÁRIO MATO GROSSO
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