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Comandante da PM invade emissora da Record de Alta Floresta, agride secretária e faz ameaças a jornalista em programa ao vivo.

A sede da emissora  da TV NATIVA e seus funcionários, filiada a Rede Record, em Alta Floresta sofreram graves abusos e excessos de uma autoridade policial ao ser invadida durante a programação local de jornalismo na última segunda feira (30/04).

Comandante interino, Costa Castro, do 8º Batalhão de Polícia Militar que promoveu o episódio de invadir emissora de TV e agredir funcionária da recepção.

 

Em tempos de Lava Jato, de restrição do foro privilegiado e de ações democráticas exemplares por meio de vários setores da segurança pública, judiciária e popular, já com quase duas décadas de termos adentrado o século XXI, que para muitos é o século da modernidade, civilidade e evolução social, em Alta Floresta, município polo na região norte de Mato Grosso, a pouco mais de 800 quilômetros de Cuiabá, uma equipe de jornalismo é surpreendida durante o programa de televisão com uma abordagem truculenta e arbitrária do comandante local da Polícia Militar.

O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, Major Costa Castro, que assume interinamente o comando local da Polícia Militar em Alta Floresta e região, protagonizou um episódio vergonhoso de “coronelismo”, de abuso de autoridade e recheado de excessos indignos do posto ocupado pelo atual comandante, que deveria sim assumir uma postura exemplar de zelar pelo bem estar e a urbanidade de todos os cidadãos de bem que habitam na região sob seu comando.

Segundo relatos de testemunhas que estavam presentes na emissora, entre elas alguns entrevistados e artistas que estavam de passagem pela cidade em razão de um show beneficente, o Major Costa Castro adentrou a sede da emissora já demonstrando estar transtornado e tentou invadir os estúdios de gravação para “conversar” com o repórter apresentador Oliveira Dias, mesmo após ter sido informado pela secretária da recepção que o programa estava sendo exibido ao vivo, e que por isso teria que aguardar até que ela pudesse anunciar a sua presença, não sendo assim possível a sua entrada naquele momento.

Mas em resposta ao impedimento de adentrar imediatamente o recinto imposto pela funcionária, que teve que se posicionar diante da porta de acesso ao estúdio, o oficial da Polícia Militar desabotoou o coldre de sua pistola com uma mão e com a outra agarrou o braço da funcionária da emissora empurrando-a com toda força para o lado e contra a parede, afastando-a assim da porta de entrada na qual estava posicionada.

Além disso, o comandante disse a funcionária a seguinte frase: “Moça, você não está entendendo, eu vou entrar…”, e a força conseguiu invadir o recinto deixando para trás a funcionária até chegar ao estúdio de gravação aonde se encontrava o repórter apresentador Oliveira Dias.

Após extensa discussão, diante de diversas testemunhas, o apresentador conseguiu impedir que o comandante “assumisse o controle” do programa ao vivo, sendo que era essa a intenção do membro da corporação militar a todo o momento, conforme relatos de testemunhas.

ORIGEM DOS FATOS

A real motivação que fez com que o comandante Costa Castro invadisse a emissora na segunda feira, foi devido a uma abordagem policia a uma residência no Bairro Boa Nova, que estava sendo conduzida pelo tenente Durães, que ao ver a chegada da equipe de reportagem tentou impedir que a mesma registrasse a prisão de três suspeitos, mesmo em via pública, chegando a ponto de “cancelar” as revistas que estavam sendo realizadas nos veículos dos suspeitos e na residência, negligenciando assim a continuidade do flagrante, sob a estranha alegação de que a presença da equipe de reportagem estaria “atrapalhando” e “constrangendo” os três suspeitos, que portavam uma arma de pressão, sem registro, e certa quantidade de drogas.

Na verdade, a equipe policial estava procura de armas de fogo, pois os suspeitos tinham sido denunciados por porte ilegal de arma de fogo, mas, até a chegada da equipe de reportagem nada havia sido encontrado, e mesmo sem concluir as buscas, irritado com a presença da câmera, o tenente Durães interrompeu a operação e conduziu os suspeitos até a unidade do Centro de Operações da Polícia Militar – COPOM.

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Corregedoria instaura procedimento para apurar denúncia contra major da PM por invadir emissora

DE SUSPEITOS A VÍTIMAS

Para surpresa do repórter Oliveira Dias e sua equipe, que também compareceram a unidade do COPOM para realizar o desfecho da matéria, forma informados mais tarde que os três suspeitos, antes trazidos na viatura da polícia como “criminosos” em potencial, simplesmente registraram um boletim de ocorrência contra a equipe de reportagem, tendo como testemunhas o tenente Durães e os próprios policiais que efetuaram a prisão, por “constrangimento”, “abalo psicológico” e “uso indevido da imagem”, invertendo assim contra os profissionais da imprensa, que estavam apenas no exercício legal de suas prerrogativas constitucionais, numa torpe tentativa de deturpar a ordem natural de registrar e informar a população todo e qualquer acontecimento de interesse público que é o verdadeiro e exclusivo papel da imprensa.

Não se sabe dizer ainda de onde partiu essa ideia de promover um boletim de ocorrência contra a equipe de reportagem, pois a todo o momento o único que ficava a todo momento dizendo que os suspeitos estavam se sentindo “incomodados” era apenas o tenente Durães, tanto que ao saírem do COPOM, os suspeitos não manifestaram em nenhum momento qualquer insatisfação com a presença equipe de reportagem.

COAÇÃO E AMEAÇAS VELADAS VIA MENSAGENS DE WHATSAPP

Não bastando ainda a invasão a sede da emissora de TV, o comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, Major Costa Castro, em conversa tensa com o jornalista e apresentador Oliveira Dias via Whatsapp, tentou de todas as formas intimidar o profissional de comunicação, afirmando que a cada nova tentativa de registro de imagens  durante as abordagens policiais, seriam promovidos novos boletins de ocorrências contra a equipe, sendo estes orientados pelos próprios policiais, que teriam recebido  ordens diretas dele, o comandante, como forma de cercear, prejudicar e sabotar o trabalho da imprensa.

Segundo as palavras do texto enviado via aplicativo Whatsapp, para o Major Costa Castro, a imprensa deve ser terminantemente proibida de exercer a sua função em casos de abordagens policiais em vias públicas ou momentos de extrema tensão entre os abordados e os agentes da lei.

Provavelmente o comandante, nunca tenha tido um parâmetro para entender como funciona a atividade do setor da comunicação no Brasil, quem sabe se um dia ele assistir o aclamado programa de televisão, “Polícia 24 Horas”, exibido pela Rede Bandeirantes de televisão, durante as madrugadas, possa reciclar seus conceitos.

No programa, de enorme audiência em todo Brasil, aonde a equipe de reportagem vai dentro da viatura da polícia militar e registra toda a abordagem de diversas naturezas, desde crimes hediondos, perseguições e até brigas domésticas, sendo a todo o momento tratada com o devido respeito, cordialidade e consideração pelos membros da corporação da PM de São Paulo e Rio de Janeiro onde os programas são gravados.

E por fim, como prova de seu total despreparo e falta de conhecimento jurídico e constitucional, quanto a atuação da imprensa no Brasil, o Major Costa Castro afirmou em texto que em futuras abordagens, caso a equipe de reportagem não obedecesse a ordem policial de se retirar do local ou parar de registrar os fatos em andamento, todos os membros da corporação já estariam devidamente autorizados por ele a prender toda equipe de reportagem por “desacato” e “desobediência”.

E para coroar a sessão de explicita coação, via texto de Whatsapp, quando viu que o jornalista Oliveira Dias não se dobrava aos argumentos vazios que estavam sendo impostos, o Comandante ainda soltou de forma bem contundente uma frase pra lá de ameaçadora, que com certeza demonstra um quadro preocupante de clara psicopatia funcional por parte de alguém que deveria zelar pela vida de pessoas produtivas no meio social.

Em suas próprias palavras, o Major Costa Castro ameaçou  o repórter dizendo: “Uma hora as coisas se resolvem, … por bem ou por mal…”

PROTESTO CONTRA CENSURA

Durante toda programação jornalística de ontem dia 03/05, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, os funcionários e toda equipe de jornalismo da emissora de TV, não divulgaram qualquer matéria jornalística ou fato ocorrido no município e região nas últimas 24 horas, como forma de protesto pela atitude  repressora, intimidatória e injustificável praticada pelo comandante Costa Castro, contra  profissionais da imprensa local que sempre prestigiaram e enalteceram o trabalho da polícia militar ao longo de 18 anos de fundação do canal.

O departamento jurídico da emissora de TV, já deu entrada via Ministério Público e também junto a corregedoria da Polícia Militar, juntamente com as provas eletrônicas, testemunhais e audiovisuais, e com um pedido expresso de providências cabais na forma de punição exemplar contra o oficial, membro da honrosa corporação da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, que com certeza não tem, diante dos fatos, quaisquer condições psicológicas de representar ou mesmo liderar o batalhão onde está lotado como funcionário público estadual do setor de segurança.

COLUNA AF – ANÁLISE DOS FATOS (DANNY BUENO).

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REPERCUSSÃO ESTADUAL

O Programa “Cadeia Neles”, líder de audiência no seguimento de jornalismo policial no Estado de Mato Grosso repercutiu o caso do comandante que invadiu a emissora afiliada da Rede Record de Alta Floresta, TV Nativa, e classificou como “escabrosa” a atitude do agente de segurança pública, que deveria zelar pelo bem estar munícipes, porém comportou-se com total “desequilíbrio emocional”. (VEJA O VÍDEO): 

Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu carreira, desde 1991, trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, músico, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
(http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

6 Comentários

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  • Em particular sou favorável a programas como a exemplo do Estado de São Paulo más, infelizmente a imprenssa tem muitos carniceiros que tentam deturbar a imagem não só da Instituição mas também do Policial que diretamente é a Instituição.
    Esse texto foi elaborado por alguém que se acha supremo em conhecimento tanto como a diretos e deveres mas esquece que ele não é um Pisiquiatra para afirmar se esse ou aquele é ou não apto para o exercício da profissão, não é Juiz para julgar quem é realmente criminoso pois todos sabem que até que se prove o contrário todos são inocentes e só se cofigura culpado após processo transitado e julgado e mais do meamo jeito que a imprenssa quer ser livre para exercer sua profissão o policial tem pois trabalhar com pessoas atrapalhando ninguém merece, sem falar os riscos que trás seguranca da equipe policial mas em fim.
    O policial tem a obrigação de resguardar a integridade do susposto criminoso quanto e a exposição da mesma em mídia.
    E para o policial ir até o emissora com certeza deve ser para garantir o direito a defesa quanto a alguma ilegalidade contra o mesmo ou por o apresentador ter cometido algum crime e estando ao vivo o policial tinha a certeza de sua localização para a devida condução a Del Polícial.
    Todos são iguais perante a lei, tanto com deveres e garantias.
    Para que ocorra o Estado democrático de direto todos temos que respeitar as Leis.
    O problema é que alguns só querem a lei a seu favor, não respeita os diretos dos outros, não respeita a integridade da Pessoa Humana proferindo falsas informações, imagens e personalidade, em fim, manipula e distorce a realidade dos fatos.

    • Caro Leitor, esse texto foi escrito em formato de opinião, pois trate-se de um assunto abordado pelo colunista e editor chefe deste veículo de comunicação, em forma de artigo e não de matéria jornalística, pois caso não tenha conhecimento, todo e qualquer texto emitido por colunistas de jornais, que na sua maior parte são especialistas experientes dos assuntos que estão questionando, tem sim um tom opinativo e carregado de análises com base em vastos casos semelhantes que os mesmo já tiveram oportunidade de acompanhar, pois detêm sim amplo conhecimento em diretos, deveres e obrigações jurídicas e sociais para o fazê-lo.
      Apesar de você tentar acusar o contexto da coluna com afirmações de manipulação, percebe-se que você tem um claro objetivo de defender ferozmente o comandante acusado da invasão e agressão a funcionária da emissora de TV, porém, nem mesmo ele em nenhum momento em declarações e entrevistas concedidas a outros veículos de comunicação pode negar uma linha sequer dos fatos narrados em nosso artigo, pelo contrário reafirmou-os em todos os pontos, por tanto não existe nenhuma inverdade no que está aqui descrito em texto.
      Percebe-se ainda que pelo seu afã de tentar defender os policiais militares envolvidos em questões polêmicas deixa evidente a sua conexão com a categoria, ao que arriscamos em dizer que com certeza, ou você é parente, membro da polícia militar ou até mesmo um dos envolvidos no caso, disfarçado com um email de cidadão comum.
      E por último, em momento algum gostaríamos de ter que opinar de forma severa casos absurdos de abuso de autoridade como este, e não o faríamos, se os próprios membros do setor da segurança pública não saíssem por aí cometendo esses vacilos e assim perturbando a ordem pública da qual deveriam ser agentes reguladores de excessos e não causadores.
      Ou seja, se achou que as colocações do colunista implicaram em duras críticas ao agente envolvido, talvez fosse o caso de você buscar leituras jurídicas e sociais específicas sobre casos semelhantes que remetem o perfil do comandante e de outros policiais espalhados pelo mundo afora, a um quadro “surreal” de retrocesso das instituições militares que a muito tempo não se permite mais praticar no Brasil de hoje, em pleno exercício constitucional do Estado Democrático de Direito, liberdade de imprensa e a sagrada liberdade de qualquer indivíduo pensar e se expressar quando se sentir ameaçado por poderes constituídos que não estão cumprindo para qual foram destinado.

  • Sensacionalismo barato… o policial estava apenas defendendo a sua instituição. Pena a midia televisiva ser tão manipulada hoje em dia e não ficar ao lado de quem realmente defende a sociedade.

COLUNISTA | DANNY BUENO

“RAPIDINHAS”

  • DEMILSON NUNES (PSDB-AF/MT)
    "Iremos promover junto a Câmara a criação de uma audiência pública para convocar e exigir da ENERGISA explicações sobre os aumentos "abusivos e extorsivos" nas contas de energia no município".
  • CHARLES MIRANDA (PSD-AF/MT)
    "Eu atendo desde as 4:00 da manhã nos postos de saúde, e não temos material de apoio, não temos condições para cobrar que os funcionários deem qualidade no atendimento a população".
  • ROSE "DO TRADIÇÃO" (PSL)
    Estou trabalhando forte, visitando vários lugares e municípios, sou pré-candidata a deputada por que tá na hora das pessoas de bem se envolverem na política...
  • Sergio Moro - Futuro Ministro da Justiça
    Fiz com certo pesar, ...No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão.

PERGUNTINHA DO MÊS:

A prefeitura enviou um projeto de adequação dos valores do IPTU dos imóveis do município e pede que os vereadores aprovem antes do final do ano para ser implementado o aumento já em 2019, você é foi informado sobre esse aumento? Se não, o que acha da forma como a prefeitura está pretendendo proceder com esta questão?

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