A página nas redes sociais que levou à cassação do prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba, segue sendo utilizada — agora, para deslegitimar a Justiça Eleitoral e atacar indiretamente a magistrada responsável pela sentença que o retirou do cargo.
A conta, originalmente criada como canal de humor, foi comprada de forma velada e utilizada durante a campanha de 2024 como principal vitrine de propaganda disfarçada.
O ato foi classificado pela Justiça como fraude eleitoral e abuso dos meios de comunicação, resultando na cassação do mandato e declaração de inelegibilidade por 8 anos. Mesmo assim, a página segue ativa, agora travestida de “informativo” institucional, sendo usada para atacar decisões judiciais e tentar inflamar a opinião pública contra o Judiciário local.
A prática agrava a situação já julgada, pois representa continuidade do comportamento abusivo, agora voltado à manipulação emocional da população, que segue sendo usada como massa de manobra. De forma sutil, o conteúdo insinua perseguição, injustiça e traição — narrativa já conhecida em cenários de condenação política, onde o culpado tenta se transformar em vítima.
A utilização da mesma estrutura digital — condenada como ferramenta de crime eleitoral — para desestabilizar a imagem da Justiça, evidencia o desprezo institucional do grupo cassado e reafirma a gravidade dos fatos já reconhecidos pela sentença.
Para analistas, esse tipo de estratégia revela não apenas a intenção de reverter a imagem pública, mas também uma tentativa de intimidar e desacreditar as instituições, diante de um julgamento amparado por provas técnicas e testemunhos consistentes.
A Justiça já falou. E, diante do uso contínuo da fraude como instrumento de influência, a sociedade também precisa responder — com consciência, memória e coragem cívica.
Os ataques em forma de “críticas” à juíza eleitoral do município, Dra. Janaína Rebucci Dezanetti, que emitiu uma sentença inédita na história política de Alta Floresta, precisa ser revista e considerada como mais uma prática abusiva por parte do prefeito e sua defesa jurídica.
Basta lembrar que a juíza apenas acatou a íntegra da investigação realizada pelo Ministério Público Eleitoral, o qual teve acesso a provas materiais, obtidas pelo brilhante trabalho da Polícia Judiciária de Alta Floresta, mais do que suficientes para promover uma peça acusatória impecável.
Indignações à parte, jamais o prefeito e sua defesa jurídica deveriam ter escolhido o caminho da ofensiva, principalmente contra aqueles que detêm o futuro de suas vidas nas mãos, ou seja, o poder judiciário de Mato Grosso.
