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Conta de luz terá impacto bilionário devido a decisões do governo e do Congresso

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Impacto financeiro nas tarifas de energia

Um levantamento realizado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) aponta que decisões tomadas pelo Poder Executivo e pelo Poder Legislativo entre janeiro de 2023 e maio de 2026 resultarão em um custo adicional de aproximadamente R$ 985 bilhões para os consumidores brasileiros até o ano de 2050. Esse montante bilionário reflete uma série de medidas provisórias, novas legislações, leilões de energia e acordos firmados com empresas que elevarão o preço da eletricidade para residências, comércios e indústrias em todo o país.

Necessidade de reforma no setor elétrico

A análise da FNCE destaca que o acúmulo de contratações e encargos compromete a sustentabilidade do sistema elétrico nacional, tornando urgente uma reforma setorial profunda. Segundo a entidade, as ações implementadas nos últimos anos carecem de coordenação, o que exige uma revisão completa das bases regulatórias para acompanhar as mudanças no planejamento, na operação e no consumo de energia. A recomendação da frente é que essa reestruturação ocorra a partir de 2027, sob o risco de um possível colapso do sistema.

Metodologia e exclusões do cálculo

O estudo considerou todos os atos oficiais aprovados no período entre janeiro de 2023 e maio de 2026, projetando o impacto financeiro nas contas de luz até 2050. É importante ressaltar que o cálculo não contabiliza impostos como PIS, Cofins e ICMS. Além disso, despesas não mandatórias, que dependem de condições específicas para ocorrerem, foram excluídas da estimativa, assim como a ampliação da Tarifa Social, que atua na redistribuição de custos e não na criação de novas despesas.

Principais medidas que elevam a conta

Entre os fatores que compõem esse cenário, destaca-se a MP 1212, que adiciona cerca de R$ 112,5 bilhões ao custo total em um período de 25 anos. Essa medida prorrogou por 36 meses benefícios tarifários voltados a projetos de energia renovável e antecipou recursos provenientes da privatização da Eletrobras com o objetivo de mitigar reajustes tarifários imediatos, incluindo ações específicas para o estado do Amapá.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Notícia Exata

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