A Starbucks anunciou o fechamento de centenas de cafeterias na América do Norte e uma nova rodada de cortes de pessoal em nível corporativo, como parte de um amplo programa de reestruturação estimado em US$ 1 bilhão.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (1º), o CEO Brian Niccol informou que aproximadamente 1% das unidades no continente será desativado. A rede possuía 18.734 pontos de venda no fim de junho e contabilizava cerca de 18.300 ao término de setembro.
Fechamentos e critérios
Segundo Niccol, as lojas afetadas são aquelas “incapazes de criar o ambiente físico que nossos clientes e parceiros esperam” ou que não apresentaram perspectiva de desempenho financeiro satisfatório. O executivo reconheceu o impacto da decisão: “Nossas cafeterias servem de centros comunitários, e fechar qualquer loja é difícil”.
Cortes de pessoal
Além da redução da rede, a companhia demitirá 900 funcionários corporativos, complementando as mil dispensas realizadas em fevereiro. Os trabalhadores foram notificados na última sexta-feira (26) e receberão pacotes de indenização e apoio para transição de carreira. Vagas em aberto também serão congeladas por tempo indeterminado.
Investimentos em modernização
Paralelamente ao enxugamento, a Starbucks planeja renovar mais de mil unidades. Entre as melhorias previstas estão cadeiras mais confortáveis, número ampliado de tomadas para dispositivos eletrônicos e paleta de cores mais quente. A empresa pretende retomar o ritmo de expansão após concluir os ajustes.
Mudanças no cardápio e na marca
Desde que assumiu a presidência há cerca de um ano, Niccol reduziu o cardápio em 30% e introduziu novos itens, como croissants reformulados, produtos assados adicionais e bebidas com coberturas proteicas e água de coco. A empresa também reativou estações de autoatendimento de leite e açúcar e voltou a usar a denominação Starbucks Coffee Company, em referência às origens da marca.
Desempenho financeiro
Apesar das iniciativas, a rede ainda não alcançou resultados consistentes. As ações recuaram cerca de 12% nos últimos 12 meses, e as vendas permanecem abaixo das previsões internas. Algumas mudanças foram alvo de críticas, incluindo ajustes nos uniformes – que geraram processos judiciais – e o lançamento de bebidas consideradas complexas de preparar em horários de pico.
Com o pacote de reestruturação, a Starbucks busca simplificar operações, reduzir custos e adequar a experiência nas lojas às expectativas de consumidores e parceiros, enquanto tenta recuperar rentabilidade e fortalecer o plano de expansão futura.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
