O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), declarou nesta semana, durante um evento público em Goiânia, que “a única coisa que cresceu nos cinco governos do PT foram as facções criminosas”. A fala, voltada a temas de segurança pública, gerou reação imediata de aliados e opositores no cenário nacional.
Caiado afirmou que sua gestão trabalha para reduzir os índices de violência no estado e criticou o que considera um avanço organizado do crime durante as administrações petistas na Presidência da República. “Não podemos permitir que o país volte a conviver com a expansão desses grupos”, disse o governador ao público presente.
Entre apoiadores de Caiado, a declaração foi utilizada como argumento para reforçar uma campanha de cobrança ao governo federal por medidas mais rígidas de combate à criminalidade. Parlamentares alinhados ao União Brasil reproduziram o posicionamento do governador em redes sociais e em entrevistas, classificando o crescimento de organizações criminosas como “legado negativo” dos governos petistas.
Do outro lado, dirigentes do Partido dos Trabalhadores rebateram a acusação. Em nota, lideranças da sigla consideraram a fala “infundada” e motivada por disputa política. O PT destacou que, entre 2003 e 2016, ampliou investimentos na área de segurança, criou programas de integração entre forças estaduais e federais e incentivou a profissionalização das polícias.
A discussão ocorre em meio a um debate mais amplo sobre estratégias nacionais de enfrentamento ao crime organizado. Governadores de diferentes partidos têm cobrado maior participação da União em programas de inteligência, financiamento de equipamentos e integração de bancos de dados de investigação.
Especialistas em segurança ouvidos por veículos de imprensa apontam que a expansão de facções envolve múltiplos fatores – desde a superlotação do sistema prisional até rotas internacionais de tráfico – e não pode ser atribuída exclusivamente a um período de governo específico. Contudo, o tema permanece sendo usado como munição política em ano de discussões sobre reformas legislativas voltadas ao endurecimento de penas e ao fortalecimento da atuação policial.
Até o momento, o Palácio do Planalto não comentou oficialmente a declaração de Caiado. Nos bastidores, integrantes do governo federal avaliam que o embate deve se intensificar à medida que avançam projetos de lei sobre policiamento ostensivo e regras de execução penal no Congresso Nacional.
Sem recuar da afirmação, Ronaldo Caiado reiterou que seu compromisso é manter “tolerância zero” contra o crime organizado em Goiás. “Vamos seguir agindo com firmeza para impedir o retorno de facções ao comando de territórios”, concluiu o governador.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de news.google.com
