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Trump rejeita proposta de renúncia gradual de Maduro

O governo dos Estados Unidos rejeitou uma oferta do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para deixar o poder após um período de transição de dois a três anos, informaram fontes ouvidas pelo New York Times. A proposta foi apresentada durante negociações indiretas autorizadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.

De acordo com o jornal, representantes de Caracas comunicaram a autoridades norte-americanas que Maduro estaria disposto a renunciar desde que pudesse permanecer no cargo por mais alguns anos, garantindo a realização de uma transição negociada. A Casa Branca, contudo, considerou qualquer prazo inaceitável e exigiu a saída imediata do líder venezuelano.

A recusa dificulta ainda mais o impasse entre Washington e Caracas, que já enfrentam relações estremecidas desde 2019, quando os Estados Unidos passaram a reconhecer o opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Desde então, o governo Trump impôs sanções econômicas ao país e manteve a possibilidade de ação militar sobre a mesa.

Além da pressão diplomática, forças norte-americanas intensificaram exercícios navais no Caribe e no Pacífico, movimento apontado por analistas como demonstração de força. Paralelamente, a administração Trump busca apoio de aliados regionais para isolar ainda mais o regime chavista.

Em resposta, Nicolás Maduro tem feito apelos públicos para evitar um conflito armado e pediu diálogo direto com a Casa Branca. O líder venezuelano acusa os Estados Unidos de promoverem uma “guerra econômica” e nega que haja justificativa para uma intervenção externa.

Até o momento, a Casa Branca não confirmou oficialmente as conversas, mas reiterou em diversas ocasiões que “todas as opções estão sobre a mesa” para restaurar a democracia na Venezuela. Segundo o New York Times, ajudantes de Trump veem a renúncia imediata de Maduro como condição indispensável para qualquer acordo futuro.

Diplomatas envolvidos nas tratativas afirmam que as negociações permanecem estagnadas. Enquanto Washington insiste na saída rápida do líder venezuelano, Caracas reforça o discurso de soberania e recusa qualquer prazo considerado imposto.

Em meio à tensão, a população venezuelana segue enfrentando grave crise econômica, marcada por hiperinflação, escassez de produtos básicos e migração em massa para países vizinhos. Observadores internacionais alertam que a instabilidade política aprofunda o quadro humanitário já crítico no país.

Não há previsão para retomada formal das conversas, e o impasse se mantém enquanto os Estados Unidos avaliam novas medidas de pressão contra o governo de Nicolás Maduro.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de New York Times

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