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Operação Aliança Oculta mira servidores de Sinop suspeitos de elo com facção criminosa

Operação Aliança Oculta mira servidores de Sinop suspeitos de elo com facção criminosa

Operação Aliança Oculta mira infiltração em Sinop

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta terça-feira (02/06/2026), a Operação Aliança Oculta no município de Sinop, localizado a 451 km de Cuiabá. A ação teve como alvo principal dois servidores da prefeitura local, que ocupavam cargos de confiança e são suspeitos de manter vínculos estreitos com uma facção criminosa que atua na região.

A ofensiva cumpriu quatro mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. O objetivo central dos investigadores é apurar a possível influência da organização criminosa dentro da estrutura administrativa da prefeitura, verificando se os servidores utilizavam seus cargos para facilitar as atividades ilícitas do grupo.

Origem das investigações e uso da estrutura pública

As apurações tiveram início após a apreensão de aparelhos celulares em operações anteriores realizadas pelo Gaeco. A análise do conteúdo digital e de documentos apreendidos revelou que festas populares estavam sendo financiadas com recursos provenientes da facção. Embora os eventos fossem apresentados ao público como atividades de entretenimento, as autoridades constataram que serviam como estratégia para promover a imagem da organização, atrair jovens e ampliar sua base de influência nas comunidades.

Segundo os investigadores, a estratégia de promover ações públicas visa obter aceitação social e fortalecer a presença do crime organizado. Os servidores sob investigação são suspeitos de atuar como facilitadores, permitindo que a estrutura pública fosse utilizada para a obtenção de vantagens indevidas e para a expansão das atividades criminosas do grupo.

Apreensões e suporte operacional

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes recolheram diversos celulares, documentos e mídias digitais. Todo o material apreendido passará por perícia técnica, que servirá de base para o prosseguimento das investigações. O caso segue em andamento sob sigilo para garantir a integridade das diligências.

A operação contou com a participação integrada de diversos órgãos de segurança, incluindo o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o 3º Comando Regional da Polícia Militar, a 26ª Companhia Independente de Força Tática e a Polícia Judiciária Civil de Sinop. O Gaeco, força-tarefa permanente, reafirma seu compromisso no combate estruturado ao crime organizado, reunindo agentes do Ministério Público, polícias Civil, Militar, Penal e do Sistema Socioeducativo.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT

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