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Defesa acusa policial de estuprar detenta quatro vezes em MT

O advogado Walter Rapuano afirma que o investigador da Polícia Civil de Mato Grosso Manoel Batista da Silva estuprou sua cliente quatro vezes dentro da Delegacia de Sorriso (420 km de Cuiabá) entre a noite de 9 de dezembro e a manhã de 10 de dezembro.

De acordo com a defesa, a mulher havia sido presa por mandado de prisão temporária em 8 de dezembro. No dia 9, por volta das 16h, passou por audiência de custódia, ocasião em que a Justiça manteve a prisão. Após a audiência, Manoel conduziu a detenta à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para exame de corpo de delito. No retorno à delegacia, teria ocorrido o primeiro abuso.

Segundo o relato do advogado, as outras três agressões sexuais aconteceram ao longo da madrugada, sempre com o mesmo procedimento: o investigador retirava a presa da cela, levava-a para uma sala vazia e, sob ameaça de matar a filha dela, cometia o estupro. As violências teriam sido registradas em um intervalo aproximado de 12 horas.

Na manhã de 10 de dezembro, durante a troca de plantão, a vítima foi transferida para a Cadeia Feminina de Arenápolis, onde permaneceu até a noite de 11 de dezembro. Nesse período, Rapuano diz ter apresentado indícios da inocência da mulher e obtido sua libertação. Logo após a soltura, a ex-detenta relatou os abusos ao advogado, que a levou no dia seguinte ao Ministério Público para formalizar a denúncia.

A mulher passou por novo exame de corpo de delito. Conforme a defesa, o médico legista adiantou que ainda havia vestígios de esperma na vítima, informação que deve integrar o inquérito.

Prisão do suspeito

Manoel Batista da Silva foi preso preventivamente na manhã de domingo (1º) em sua residência no bairro Jardim Aurora, em Sorriso. Na mesma ação foram recolhidos armamento e munições de uso funcional. A detenção foi solicitada pela Delegacia de Sorriso e deferida pelo Judiciário.

Investigação interna

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil acompanha o caso e aguarda os autos para adotar as medidas disciplinares cabíveis. A delegada Layssa Crisostomo, responsável pela investigação criminal, declarou tratar-se, a princípio, de um episódio isolado, mas orientou eventuais outras vítimas a procurarem a Polícia Civil.

Em nota, a Polícia Civil de Mato Grosso ressaltou que não compactua com condutas criminosas de servidores e que todos os fatos serão apurados com rigor.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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