O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), reforçou que o Poder Legislativo estadual manterá uma postura firme na disputa judicial por uma área de aproximadamente 22 mil km² situada na divisa com o estado do Pará. Segundo o parlamentar, a Assembleia pretende esgotar todas as instâncias e possibilidades jurídicas para garantir a posse do território, independentemente de eventuais posicionamentos do Poder Executivo estadual.
território: cenário e impactos
Ação no Supremo Tribunal Federal e articulação em Brasília
O litígio, que envolve uma extensão territorial equivalente ao estado de Sergipe, tramita atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF). Como parte da estratégia de defesa, a Procuradoria da Assembleia Legislativa tem agenda confirmada em Brasília para o próximo dia 10, onde tratará dos desdobramentos do processo. Max Russi destacou a eficiência da equipe jurídica da Casa na condução do caso, ressaltando que o empenho institucional é prioritário.
Argumentos históricos e assistência social
A fundamentação mato-grossense baseia-se em uma demarcação realizada em 1922 pelo Marechal Rondon. De acordo com o deputado, a causa vai além da questão geográfica, focando no atendimento à população de seis municípios paraenses — Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia — que, segundo ele, recorrem a Mato Grosso para acessar serviços básicos como saúde e educação devido à ausência de infraestrutura e assistência por parte do governo paraense.
Contraponto político e gestão territorial
A disputa ganhou contornos mais acirrados após a governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), declarar publicamente que não pretende ceder qualquer parcela de terra ao estado vizinho. Em resposta, Max Russi criticou a postura da gestão paraense, argumentando que o interesse do Pará estaria concentrado na arrecadação tributária e na exploração de recursos, enquanto a região em litígio permaneceria negligenciada em termos de investimentos públicos.
Para o presidente da ALMT, o foco central da demanda deve ser o bem-estar dos cidadãos que residem na área em disputa. O parlamentar reiterou que a Assembleia continuará sendo a voz dessas comunidades, buscando assegurar que a população seja ouvida e que a assistência necessária seja efetivamente prestada, independentemente do desfecho final sobre a soberania das terras.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
