Ícone do site MatoGrossoAoVivo

Hamas aceita libertar reféns e acordo de paz de Trump após ultimato

A manifestação ocorreu após a Casa Branca divulgar detalhes da proposta, que prevê a rendição do grupo e a devolução imediata dos sequestrados.

O grupo Hamas declarou na tarde desta quinta-feira (3/10) que aceita libertar todos os reféns mantidos em cativeiro e entregar o controle da Faixa de Gaza, em resposta ao plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Em comunicado, o Hamas afirmou estar disposto a negociar os termos do acordo sugerido por Washington. A proposta inclui a entrega integral da administração de Gaza e a transferência de responsabilidades para uma autoridade reconhecida internacionalmente, além da garantia de libertação dos reféns.

Trump, ao anunciar o plano, foi enfático ao direcionar um recado ao grupo. Ele disse que, caso a proposta não fosse aceita, os militantes enfrentariam o que chamou de “inferno total”, em referência a uma possível escalada militar contra o Hamas.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre prazos para a implementação da medida ou sobre qual autoridade internacional assumiria a gestão do enclave palestino. Também não há informações sobre como a libertação dos reféns seria operacionalizada.

A situação ocorre em meio a meses de confrontos intensos na região e pressões da comunidade internacional por uma solução que permita a saída de civis mantidos em cativeiro e uma possível estabilização da Faixa de Gaza.

O Hamas anunciou que aceita transferir o controle da Faixa de Gaza para um órgão independente formado por tecnocratas palestinos, desde que a medida seja estabelecida “com base no consenso nacional palestino e no apoio árabe e islâmico”. A declaração foi feita em resposta à proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em comunicado, o grupo ressaltou que outras questões tratadas no plano da Casa Branca, relacionadas ao futuro de Gaza e aos direitos do povo palestino, devem ser debatidas dentro de um quadro nacional amplo. Segundo o texto, essa discussão envolveria diferentes forças políticas palestinas e estaria fundamentada em leis e resoluções internacionais, com a participação do Hamas “em plena responsabilidade”.

A nota também destacou o reconhecimento do grupo aos esforços de países árabes e islâmicos, além do papel de Trump, para encerrar o conflito na região. O Hamas afirmou que considera esses movimentos como passos importantes para alcançar um cessar-fogo duradouro.

Pelas redes sociais, Trump comentou a manifestação do grupo. O presidente norte-americano disse acreditar que o Hamas estaria pronto para buscar a paz e fez um apelo para que Israel interrompa imediatamente os bombardeios em Gaza, em meio à escalada militar que se prolonga há meses.

Netanyahu apoia plano dos EUA, mas rejeita criação de Estado palestino

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta sexta-feira (4) que concorda com o plano proposto pelos Estados Unidos para encerrar o conflito na Faixa de Gaza. Apesar do apoio, ele ressaltou que não aceitará a criação de um Estado palestino, uma das principais demandas históricas dos palestinos.

Netanyahu também afirmou que, caso o acordo não seja concretizado, Israel avançará com a ofensiva militar em Gaza. Segundo o líder israelense, a prioridade é garantir a segurança do país e a libertação dos reféns em poder do Hamas.

A proposta apresentada pelo governo norte-americano foi bem recebida pela comunidade internacional. Países da Europa, além da própria Autoridade Palestina, elogiaram a iniciativa, destacando o potencial para abrir espaço a negociações de paz. O Brasil também se manifestou favoravelmente ao plano, reforçando apoio aos esforços diplomáticos para a redução da violência na região.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo

Sair da versão mobile