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Câmara de Cuiabá recebe nova denúncia contra Chico 2000

A Câmara Municipal de Cuiabá recebeu, nesta terça-feira (3), a segunda representação que pede a cassação do mandato do vereador Chico 2000 (Sem Partido), afastado por 60 dias em decorrência da Operação Gorjeta, conduzida pela Polícia Civil para investigar suposto desvio de emendas parlamentares.

Desta vez, o protocolo foi assinado pelo procurador da Câmara de Sapezal, Juliano Rafael Teixeira Enamoto. No documento, ele sustenta que o parlamentar quebrou o decoro ao se envolver em “conduta incompatível” com o cargo e solicita a abertura de processo disciplinar que pode resultar na perda do mandato.

Argumentos do autor da denúncia

Enamoto anexou capturas de tela de reportagens sobre a nova operação e destacou que as acusações são “gravíssimas”, exigindo apuração interna. O procurador também resgatou o histórico do vereador na Operação Perfídia, deflagrada em abril de 2025 para apurar possível cobrança de propina. À época, a Câmara rejeitou investigar, alegando não ter acesso aos autos.

Segundo o denunciante, a imagem do Legislativo e da capital mato-grossense foi “manchada”. Ele questiona publicamente os parlamentares: “O decoro parlamentar foi claramente violado. Ou os Nobres Edis concordam que tais fatos orgulham o município de Cuiabá?”

Primeira representação

A primeira denúncia relacionada à Operação Gorjeta foi apresentada pelo ex-juiz federal Julier Sebastião (PT). O pedido, protocolado na semana passada, também solicita a criação de uma Comissão Processante para investigar Chico 2000 por quebra de decoro. Esse requerimento foi lido em plenário na manhã desta terça e encaminhado à Procuradoria da Casa para análise preliminar.

De acordo com a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), ainda não houve solicitação formal de compartilhamento do inquérito policial. “Aguardamos o acesso às informações para tomar qualquer decisão sobre instauração de comissão”, afirmou a parlamentar.

Próximos passos

Conforme o regimento interno, cabe à Procuradoria emitir parecer sobre a admissibilidade de cada representação. Caso encontre fundamento legal, o plenário deliberará, por maioria simples, se abre ou não a Comissão Processante. Instalada a comissão, o vereador denunciado terá prazo para apresentar defesa, e o colegiado deverá concluir os trabalhos em até 90 dias.

Enquanto isso, Chico 2000 permanece afastado do cargo por determinação judicial. Procurada pela reportagem, a defesa do vereador não se manifestou sobre a nova acusação até o fechamento desta matéria.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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