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Suspeito de estuprar afilhada é capturado em Goiás

Um homem de 52 anos, investigado por estupro de vulnerável e violência doméstica em Ribeirão Cascalheira (MT), foi preso na manhã de quarta-feira (4) na cidade de Faina, em Goiás. O mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça mato-grossense, foi cumprido em ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso e da Polícia Militar goiana.

De acordo com a Delegacia de Ribeirão Cascalheira, o suspeito é acusado de abusar sexualmente da própria afilhada, de 12 anos, em 2024, além de ameaçar a menina e outros familiares. As investigações apontam que, depois de tomar conhecimento do inquérito, ele deixou o município e ignorou repetidas intimações para prestar depoimento.

O caso começou a ser apurado após a denúncia dos abusos. No decorrer do inquérito, surgiram indícios de que o investigado passou a intimidar tanto a afilhada quanto a companheira, em represália às acusações. Diante da gravidade e da possibilidade de novos delitos, o delegado Victor Donizete de Oliveira Pereira solicitou a prisão preventiva, prontamente deferida pelo Poder Judiciário.

Cooperação interestadual

Com o mandado em mãos, o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil em Água Boa e a Delegacia de Cocalinho compartilharam informações com a Polícia Militar de Goiás, que localizou o foragido em Faina. A captura ocorreu sem resistência e, segundo a Polícia Civil, reforça a importância da integração entre forças de segurança de diferentes estados.

O delegado responsável destacou que o trabalho de inteligência foi determinante para romper um possível ciclo de violência. “A rapidez na troca de dados permitiu neutralizar o risco às vítimas”, declarou.

Após o cumprimento da ordem judicial, o suspeito foi transferido para uma unidade prisional goiana e, posteriormente, deve ser recambiado a Mato Grosso, onde responderá pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha.

Autoridades lembram que casos de violência sexual e doméstica costumam ser subnotificados devido ao medo das vítimas. A orientação é procurar imediatamente a polícia ou órgãos de proteção sempre que houver indícios de abuso.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo

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