O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou o convite para uma visita bilateral à Espanha, agendada para o dia 17 de abril, na cidade de Barcelona. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira (4), durante uma conversa telefônica com o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.
Além do compromisso bilateral, o líder brasileiro também confirmou sua participação na quarta reunião de alto nível do grupo “Em Defesa da Democracia”, que está prevista para ocorrer no dia seguinte, 18 de abril, igualmente em Barcelona. Esta iniciativa, lançada no ano passado, reúne importantes nações como Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai, focando em questões pertinentes à defesa e fortalecimento dos sistemas democráticos.
Durante o diálogo, Lula e Sánchez abordaram a complexa situação no Oriente Médio, com foco no atual conflito armado que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ambos os líderes expressaram, conforme nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o desejo unânime de que a escalada de tensões chegue a um fim o mais breve possível. Eles enfatizaram a importância de que as negociações de paz sejam iniciadas, sempre sob o estrito amparo do direito internacional, visando a resolução pacífica das hostilidades na região.
Os presidentes também reiteraram seu profundo compromisso com o multilateralismo. Eles destacaram que a cooperação entre múltiplas nações é o caminho mais eficaz para a construção de uma paz duradoura e para o alcance do desenvolvimento sustentável em escala global, reforçando a diplomacia como ferramenta essencial para os desafios contemporâneos.
A postura de Pedro Sánchez em relação ao conflito no Oriente Médio foi um ponto de destaque durante a conversa. O presidente do governo espanhol tem se mostrado consistentemente contrário à guerra, uma posição que chegou a gerar atrito com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Sánchez negou o uso de bases militares localizadas no sul da Espanha para lançar ataques contra o Irã, o que provocou a irritação de Trump. Na ocasião, o líder norte-americano chegou a ameaçar o corte de relações comerciais com a Espanha. Apesar das pressões, Sánchez manteve sua firme posição de não cooperar com as operações militares no conflito armado, demonstrando uma política externa de não alinhamento em relação a esta questão específica.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
