Não bastasse permanecer no cargo, o pivô do esquema de fraude eleitoral que culminou na cassação e inelegibilidade do prefeito e vice de Alta Floresta, ganhou um acréscimo de R$ 906,63 em seu super-salário junto à ALMT.
Alan Rodrigues da Silva (Alan Benin), lotado na Unidade de Assessoria Técnica Legislativa do gabinete do deputado Faissal Calil (Cidadania), nomeado desde 2 de fevereiro de 2023, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso como “comissionado”, também conhecido por ser o “dono da página – Alta Floresta Mil Grau“, continua transitando livremente pelo município de Alta Floresta com seu crachá de assessor parlamentar, mesmo após ter sido investigado, processado e condenado pela Justiça Eleitoral, pela participação ativa na maior fraude eleitoral nas redes sociais da história de Mato Grosso e possivelmente do Brasil.
Desde a cassação dos mandatos do prefeito reeleito de Alta Floresta, Chico Gamba (União), e seu vice-prefeito, Robson Quintino de Oliveira (MDB), nunca houve qualquer manifestação pública da parte do deputado quanto à situação “embaraçosa” de seu assessor junto à Justiça Eleitoral, que inevitavelmente respingou sobre a vida política do parlamentar.
Ao contrário do que se esperava, em todas as visitas ao município, os dois são vistos em eventos festivos e reuniões políticas, sempre ao lado do prefeito cassado e seu vice, em continuidade à mesma relação denunciada no processo de cassação, sem que o deputado tenha tomado qualquer atitude para se precaver de desgastes políticos posteriores.
A recompensa salarial se deu pela mudança de faixa no nível de assessoria do jovem prodígio, que até Fevereiro de 2025 era mantido na faixa de nível *ATL III, com salário bruto de R$ 6.533,18, mas, a partir de Março (mês da cassação), foi “promovido” a *ATL IV, com salário bruto de R$ 7.439,81. (ATL é a sigla utilizada para identificar o Assessor Técnico Legislativo).

Além de seus rendimentos na Assembleia, o assessor atua comercialmente em sua página de fofocas diariamente, ao que se percebe mesmo em horário de serviço público, de 40 horas semanais, pago com dinheiro do povo de Mato Grosso, período em que deveria estar à disposição exclusivamente da Assembleia Legislativa, pois as postagens periódicas e constantes da página Alta Floresta Mil Grau são costumeiramente colocadas ao longo do dia e sem critérios de horários.