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Prefeito de Cuiabá quer extinguir ECSP e Limpurb

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que enviará nos próximos dias à Câmara Municipal dois projetos de lei para reorganizar estruturas ligadas à saúde e à limpeza urbana da capital. A iniciativa prevê o encerramento da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) e a transformação da Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb) em secretaria, com o objetivo de concentrar as atividades nas pastas já existentes.

Segundo o chefe do Executivo, a proposta será apresentada tão logo o Legislativo retome seu ritmo normal. As sessões foram reabertas na terça-feira (3). “Estávamos aguardando o fim do recesso para tratar do assunto com os vereadores da base”, afirmou Abilio, acrescentando que espera aprovação ainda neste semestre.

Como ficará cada estrutura

Pelo plano do prefeito, a Limpurb será absorvida pela futura Secretaria de Serviços Urbanos, mantendo a atribuição de contratar empresas terceirizadas responsáveis pela coleta de lixo, manutenção de iluminação pública e limpeza de vias. Já a ECSP será extinta e os hospitais geridos por ela — Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e São Benedito — passarão para a estrutura da Secretaria Municipal de Saúde.

Abilio argumenta que o redesenho reduz gastos e aumenta o controle sobre os contratos. “Concentrar a gestão dentro das secretarias facilita a supervisão e evita despesas que poderíamos direcionar a serviços essenciais”, justificou.

Gestores atuais

Enquanto não ocorre a mudança, a ECSP segue comandada pelo enfermeiro Rafael Paniago. A Limpurb, por sua vez, é dirigida pelo ex-vereador Felipe Wellaton, aliado de primeira hora do prefeito.

Histórico da proposta

A ideia de extinguir as duas empresas municipais circula desde o início da gestão, iniciada em janeiro de 2025. A análise de custos apontou, segundo o governo municipal, que a manutenção de autarquias e empresas públicas paralelas exigia despesas extras com folha de pagamento, estrutura administrativa e contratação de serviços que poderiam ser incorporados às secretarias.

Não há, até o momento, estimativa oficial de economia gerada pela medida. O Executivo afirma que os números serão detalhados na mensagem enviada à Câmara.

Próximos passos

Abilio pretende discutir o texto com a base aliada antes de protocolar os projetos. O prefeito não descarta emendas parlamentares, mas reforça que a extinção e a transformação das empresas são pontos centrais da reforma administrativa que busca implantar.

Se aprovado, o prazo de transição ainda será definido, mas a equipe técnica da prefeitura já trabalha em um cronograma para migração dos contratos e funcionários para as secretarias correspondentes.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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