Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, um dos investigados presos na terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), está sob suspeita de morte cerebral. A informação foi divulgada na noite da última quarta-feira (4), na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, após o detido ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia das autoridades.
De acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Luiz Phillipi Mourão permanece internado e em cuidados intensivos (CTI) no Hospital João XXIII, na capital mineira. A Polícia Federal e a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, no entanto, não confirmaram oficialmente a morte de Sicário, mantendo o status de suspeita de morte cerebral.
Tentativa de Suicídio e Atendimento Médico
Durante a manhã da quarta-feira, Mourão foi detido após o cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e levado para a carceragem da corporação. Pouco tempo depois, o investigado tentou tirar a própria vida. Ele foi prontamente reanimado pelos policiais responsáveis pela custódia.
Após o incidente, Sicário recebeu atendimento médico emergencial do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo subsequentemente encaminhado para uma unidade hospitalar na capital de Minas Gerais, onde seu estado de saúde é monitorado.
Papel de Sicário nas Investigações
As investigações da Operação Compliance Zero apontam que Luiz Phillipi Mourão desempenhava um papel de auxiliar para o banqueiro Daniel Vorcaro, que também foi detido na mesma manhã. Mourão, apelidado de “Sicário” pelo empresário, seria o encarregado de monitorar e obter informações sigilosas sobre indivíduos considerados adversários dos interesses de Vorcaro.
Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, teve início em novembro de 2025. O objetivo da ação é investigar um esquema de concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master. Entre os pontos apurados pela operação, está a tentativa de aquisição da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.
Ainda segundo as autoridades, a investigação busca esclarecer irregularidades e responsabilidades dos envolvidos nesse complexo esquema financeiro.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
