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Comerciante é preso após ameaçar parceira em Várzea Grande

Um comerciante de 53 anos foi detido em flagrante na manhã de sábado, 4 de outubro, em Várzea Grande (MT), depois que a companheira, de 58, denunciou agressões e ameaças de morte. O caso ocorreu em uma residência da Rua Vereador Jorge Witzak, no bairro Manga, e mobilizou equipe da Polícia Militar às 8h52, acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou que as agressões começaram na noite anterior, por volta das 23h, e se estenderam durante a madrugada. Ela disse ter ouvido do suspeito frases como: “Desta vez eu vou botar para derreter; se chamar a polícia, eu te mato”. Assustada, só conseguiu telefonar para o 190 na manhã seguinte.

Prisão sem resistência

Os cabos Edson Augusto dos Santos e Vanderson Benedito Liszman Cassiano encontraram a vítima abalada e com hematoma no ombro esquerdo. Diante do relato e dos sinais de lesão, deram voz de prisão ao comerciante, que foi conduzido sem algemas à Central de Flagrantes. O delegado Ivar Polesso lavrou o auto de prisão por lesão corporal, ameaça e violência psicológica, todos no âmbito da Lei Maria da Penha.

Histórico de conflitos

Em depoimento, a mulher contou que convive com o acusado há seis anos, sem filhos em comum. Ela descreveu um relacionamento marcado por discussões, traições e medidas protetivas já solicitadas no passado. Disse ter reatado em julho, após um período de separação motivado por um caso extraconjugal do parceiro com uma vizinha identificada como M.C.

Após a reconciliação, a vítima afirmou ter flagrado novo contato entre o companheiro e a vizinha, quando as agressões teriam sido retomadas. Também declarou ter sido coagida a transferir o imóvel onde vivem para o nome do suspeito, sob justificativa de que ela teria gasto o dinheiro obtido com a venda de uma carreta pertencente a ele.

A discussão que antecedeu a prisão teve origem em questões financeiras. A mulher contou que, ao pedir que o imóvel fosse devolvido para seu nome, o homem ficou violento, desferindo socos que causaram o hematoma no ombro. Ela solicitou representação criminal e novas medidas protetivas.

Versão do acusado

Ao ser ouvido, o comerciante disse que o casal está separado de fato há dois anos e que apenas mantêm sociedade em um restaurante. Alegou ser impedido de deixar a casa e negou qualquer agressão, atribuindo os hematomas a uma queda da vítima. Ele sustentou que a transferência do imóvel foi voluntária, com o objetivo de viabilizar o negócio do casal, e afirmou que a briga atual envolve partilha de bens.

O suspeito declarou ainda manter relacionamento com a vizinha M.C. e acusou a ex-companheira de proferir ofensas racistas e de supostamente ter ligações com facção criminosa. Disse querer se mudar para Nova Mutum, onde vivem seus filhos.

Antecedentes e próximos passos

Consulta ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso apontou cinco registros contra o comerciante, entre inquéritos, termo circunstanciado e medidas protetivas, dois deles ocorridos em junho deste ano na mesma Vara de Violência Doméstica.

O delegado requisitou exames de corpo de delito para vítima e suspeito. Após formalidades, o homem foi encaminhado ao Centro de Custódia da capital. A audiência de custódia ficou marcada para segunda-feira, 6 de outubro, às 13h10, quando o Judiciário decidirá sobre manutenção da prisão ou eventual concessão de liberdade provisória.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão MT

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