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PLOA 2026 prevê R$ 40,79 bi e repasse de R$ 6,54 bi aos poderes

O Governo de Mato Grosso encaminhou à Assembleia Legislativa (ALMT) o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, que estima arrecadação total de R$ 40,79 bilhões. Deste montante, R$ 6,54 bilhões serão distribuídos aos demais Poderes e órgãos constitucionais por meio do duodécimo. O texto chegou ao Parlamento na quarta-feira (1º) e deve começar a tramitar na próxima semana, após leitura em Plenário.

Divisão dos recursos

O Executivo permanece com a maior fatia: R$ 34,34 bilhões, equivalentes a 84,2% da receita projetada, com crescimento de 10,31% em relação ao orçamento vigente. Os demais Poderes e instituições terão a seguinte participação:

De acordo com o PLOA, apenas o Tribunal de Contas e a Defensoria terão reajustes inferiores à projeção de inflação para 2026, estimada em 4,56% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) constante no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).

Comparativo com 2025

O orçamento estadual para 2025 foi calculado em aproximadamente R$ 37 bilhões, valor 5,75% superior ao de 2024, fixado em R$ 35,06 bilhões. Para o próximo ano, a Lei Orçamentária Anual (LOA) já detalha a previsão de gastos por Poder:

Os números indicam trajetória de crescimento das receitas estaduais e, consequentemente, dos repasses constitucionais. A elevação mais acentuada prevista para o Judiciário em 2026 (11,18%) reflete a evolução do duodécimo em patamar acima da inflação e superior ao registrado para o Executivo.

Próximos passos na Assembleia

Após a leitura em Plenário, o PLOA 2026 será distribuído às comissões temáticas, onde poderá receber emendas dos deputados estaduais. A proposta também passará por audiências públicas, etapa obrigatória antes da votação em primeiro e segundo turnos. O cronograma interno da ALMT prevê que a análise seja concluída ainda neste ano para garantir a execução a partir de 1º de janeiro de 2026.

Segundo a Constituição Estadual, é por meio do duodécimo que Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública recebem parcelas mensais de seus orçamentos, assegurando autonomia financeira no decorrer do exercício.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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