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Socióloga cobra ética e foco social na Assembleia de MT

A socióloga e cerimonialista pública Olga Lustosa defendeu que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso amplie a atenção a pautas sociais urgentes, como saúde mental, feminicídio e déficit habitacional. A avaliação foi apresentada em artigo dominical no qual a especialista recorre a conceitos de Max Weber e da filosofia estóica para sustentar que o exercício da política deve priorizar o bem comum e se pautar por responsabilidade ética.

Referências à teoria social

No texto, Lustosa recorda a conferência realizada em 1919 pelo sociólogo alemão Max Weber, que destacou a atuação política como vocação — atividade guiada por um “chamamento interior” e pelo senso de responsabilidade sobre os efeitos das decisões públicas. Segundo a autora, a lógica weberiana segue atual e se aplica ao cenário mato-grossense, onde parlamentares discutem temas considerados essenciais pela população.

Pautas em tramitação

A colunista cita que, neste momento, tramitam na Casa projetos e debates sobre:

De acordo com Lustosa, a presença frequente de comunidades nas galerias do Legislativo comprova o interesse popular pelas decisões que afetam diretamente o cotidiano. “O povo está vindo, curioso e furioso”, escreve, referindo-se às cobranças por políticas públicas efetivas.

Ética e serviço público

Além de Weber, a socióloga resgata a frase do imperador romano e filósofo estóico Marco Aurélio — “o que não é bom para a colmeia não é bom para a abelha” — para reforçar que a política deve servir à coletividade. Ela argumenta que a ética da responsabilidade impõe ao parlamentar a obrigação de enfrentar temas difíceis, mesmo diante de possíveis custos eleitorais.

Contexto eleitoral

Lustosa observa que a proximidade das eleições amplia a circulação de desinformação e fragiliza o debate qualificado. Apesar disso, afirma integrar o grupo que enxerga a política como atividade nobre, desempenhada, em geral, por pessoas que buscam o melhor resultado para a sociedade, muitas vezes com alto custo pessoal.

Para a colunista, a normalização da atividade política passa pela transparência, pela escuta das demandas sociais e pela resistência moral diante das “seguidas tentações do poder”. “Nenhuma dor, nenhuma invasão de área, nenhum feminicídio deve ser invisibilizado”, conclui.

O artigo integra a série publicada semanalmente por Olga Lustosa e não faz menção a parlamentares ou partidos específicos.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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