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Coren-MT condena vídeo ofensivo e exige respeito às enfermeiras

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT), Bruna Santiago, manifestou repúdio a um vídeo que circula nas redes sociais com comentários machistas e insinuações sexuais contra profissionais de enfermagem. As imagens mostram um grupo de aproximadamente cinco homens afirmando que enfermeiras “só sobem de nível” quando estão ao lado de médicos e sugerindo que a categoria teria alto índice de traições conjugais.

Segundo Santiago, o conteúdo ultrapassa o limite do humor e configura violência. “O que vimos nesse vídeo não é opinião, nem piada. É violência contra as mulheres e contra a enfermagem. Quem ataca enfermeiras ataca uma categoria majoritariamente feminina que sustenta o sistema de saúde todos os dias, muitas vezes em condições precárias e sem proteção”, declarou.

A entidade destacou que o material não especifica o local onde foi gravado, mas já motivou manifestações de repúdio de conselhos e sindicatos de outros estados. O Coren-MT emitiu nota oficial afirmando que qualquer tentativa de desqualificar, humilhar ou desonrar a profissão será combatida.

“Não será aceitável qualquer tentativa de desqualificar, humilhar ou desonrar uma profissão de jornadas exaustivas, renúncias pessoais e compromisso inegociável com a vida. Isso é violência simbólica, machista e institucional, que perpetua a desvalorização de uma das categorias mais essenciais”, diz o comunicado.

O conselho reforçou que as equipes de enfermagem representam a maior parte da força de trabalho na saúde e desempenham funções decisivas no cuidado direto aos pacientes. Para a presidente, ataques como o do vídeo reproduzem estereótipos que colocam em risco a autoestima e o reconhecimento profissional de milhares de mulheres.

Além da nota, o Coren-MT informou que está em contato com as demais autarquias regionais para avaliar possíveis medidas legais contra os responsáveis pela gravação e divulgação. A entidade também orienta que profissionais que se sintam hostilizadas denunciem casos de assédio ou violência por meio dos canais de atendimento do conselho e de órgãos competentes.

A repercussão do vídeo reacendeu o debate sobre a violência de gênero no ambiente de trabalho e a necessidade de políticas de proteção para quem atua na linha de frente da assistência em saúde. Organizações representativas da enfermagem defendem campanhas permanentes de valorização da profissão e a adoção de protocolos de enfrentamento a condutas discriminatórias.

Até o momento, não há informações sobre a identificação dos autores do conteúdo ou possíveis punições. O Coren-MT reiterou que continuará acompanhando o caso e cobrando providências para garantir “respeito e dignidade” às pessoas que exercem a enfermagem em Mato Grosso e em todo o país.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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