Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, efetuou pagamentos totalizando R$ 750 mil ao empresário Kalil Bittar, que se tornaria posteriormente um dos alvos da Polícia Federal em uma operação focada em desvios de recursos no Ministério da Educação (MEC).
Os repasses, realizados mensalmente, consistiram em parcelas de R$ 50 mil. Esse fluxo de pagamentos ocorreu entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. O último valor foi transferido por Lulinha em 27 de outubro de 2025.
No mês seguinte ao último pagamento, Kalil Bittar foi incluído entre os investigados pela Polícia Federal na operação intitulada Coffee Break. A referida ação policial investigava irregularidades e supostos desvios de verbas destinadas ao Ministério da Educação.
A forma como os pagamentos eram efetuados sofreu uma alteração no período. Até maio de 2025, as transferências eram geralmente realizadas a cada dois meses. A partir de maio daquele ano, a frequência tornou-se mensal. Os valores eram depositados em uma conta de Bittar, aberta em uma agência da Caixa Econômica Federal localizada no bairro do Brás, na capital paulista.
Lobby e Contratos Superfaturados
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Kalil Bittar teria atuado como lobista junto ao Ministério da Educação. Seu objetivo seria influenciar a pasta a liberar recursos financeiros para prefeituras do interior de São Paulo. Entre as cidades citadas, destacam-se Sumaré, Limeira e, principalmente, Hortolândia.
As prefeituras que teriam recebido a liberação de recursos, por sua vez, firmaram contratos com a empresa Life Tecnologia. Esta companhia era responsável pelo fornecimento de materiais didáticos e kits de ensino de robótica. As apurações indicam que esses contratos estavam superfaturados, chegando a custar até 35 vezes acima do valor de mercado.
Ainda segundo informações reveladas, Bittar teria agido em conjunto com Carla Ariane Trindade, que é ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, outro filho do ex-presidente Lula. A Life Tecnologia, por sua vez, demonstrou um crescimento de capital notável, saltando de R$ 300 mil para R$ 34 milhões em um período de menos de dois anos, um aumento de 113 vezes.
As investigações seguem em curso para apurar a extensão dos supostos desvios e o papel de cada um dos envolvidos.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
