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Zagueiro do Bragantino é suspenso por fala machista

O Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo (TJD-SP) aplicou uma punição severa ao zagueiro Gustavo Marques, jogador do Bragantino. O atleta foi suspenso por um total de 12 jogos e deverá pagar uma multa de R$ 30 mil. A decisão, tomada em julgamento realizado na última quarta-feira, 4 de outubro, decorre de declarações de cunho machista proferidas por Marques contra a árbitra Daiane Muniz, após uma partida do Campeonato Paulista.

Contexto e Repercussão das Declarações

As declarações polêmicas de Gustavo Marques ocorreram em 21 de fevereiro, logo depois da derrota do Bragantino para o São Paulo, em um jogo válido pelo Campeonato Paulista. Em entrevista concedida a uma equipe de reportagem da emissora TNT, o zagueiro questionou a escalação de Daiane Muniz para a partida, afirmando: “Primeiramente, quero falar da arbitragem porque não adianta jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Era nosso sonho chegar à semifinal, ou até a final, mas ela acabou com nosso jogo. Acho que a Federação Paulista tem que olhar para os jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Todo respeito às mulheres do mundo, sou casado, tenho minha mãe, então desculpa se estou falando alguma coisa para as mulheres.”

Horas após a repercussão de suas falas, o jogador utilizou suas redes sociais para emitir um pedido de desculpas público. Ele atribuiu o ocorrido a um momento de “cabeça quente e muito frustrado pelo resultado”, reconhecendo que “acabei falando o que não deveria e poderia”. Marques enfatizou que sua atitude não se justificava e expressou arrependimento, pedindo desculpas “a todas as mulheres e em especial a Daiane”, com a promessa de “sair desse episódio uma pessoa melhor” e aprender com o erro.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) prontamente se manifestou, condenando a postura do atleta. Em uma nota oficial, a entidade declarou “profunda indignação e revolta” com a entrevista, classificando as declarações como uma “visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol”. A FPF reforçou seu quadro de 36 árbitras e assistentes e seu compromisso em ampliar essa participação feminina. A federação informou ainda que encaminharia o caso à Justiça Desportiva para as devidas providências.

Medidas Disciplinares Adotadas

Antes da decisão do TJD-SP, o Red Bull Bragantino já havia tomado medidas internas contra Gustavo Marques. O clube aplicou uma multa equivalente a 50% dos vencimentos do zagueiro e o afastou da partida contra o Athletico-PR pelo Campeonato Brasileiro. A equipe de Bragança Paulista também informou que o valor arrecadado com a multa interna seria direcionado à ONG Rendar, uma organização dedicada ao suporte de mulheres em situação de vulnerabilidade na região bragantina.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo

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