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Brasil assume liderança e vence Mundial de Atletismo pela primeira vez

Nova Déli (Índia) – A delegação brasileira encerrou o Mundial de Atletismo de 2025 no topo do quadro de medalhas e quebrou, pela primeira vez, a hegemonia chinesa na competição. Ao longo de oito dias de provas, o país acumulou 44 pódios, distribuídos em 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes, desempenho suficiente para superar a China, que terminou com 13 ouros, 22 pratas e 17 bronzes.

É apenas a segunda ocasião em que os chineses não terminam o Mundial na liderança; a primeira foi em 2013, quando a Rússia levou a melhor em Lyon. Agora, em território indiano, o Irã fechou a participação em terceiro lugar, com nove ouros e 16 medalhas no total.

Domínio brasileiro se confirma no último dia

No domingo decisivo, o Brasil garantiu seis novas medalhas – três de ouro, uma de prata e duas de bronze – para confirmar a conquista histórica. A acreana Jerusa Geber brilhou nos 200 m T11, cravando 24s88, melhor marca da temporada, e tornou-se a atleta do país mais laureada em Mundiais, agora com 13 pódios (sete ouros, cinco pratas e um bronze). A potiguar Thalita Simplício completou a dobradinha brasileira com o bronze (25s97), enquanto a chinesa Liu Yiming levou a prata.

Na final dos 200 m T12, a potiguar Clara Daniele viveu situação inusitada. Inicialmente segunda colocada, herdou o ouro após a desclassificação da venezuelana Alejandra Paola Lopez, penalizada porque o atleta-guia puxou a corredora antes da linha de chegada. A prata ficou com a indiana Simran, e o bronze, com a chinesa Shen Yaqin.

Outra prata veio com Maria Clara Augusto nos 200 m T47, ao marcar 24s77, melhor tempo pessoal em 2025. A equatoriana Kiara Rodriguez venceu a prova com 24s34, novo recorde mundial, e a francesa Anna Grimaldi completou o pódio.

No arremesso de peso F42/F63, o catarinense Edenilson Floriani assegurou o bronze com 14,96 m, batendo o recorde das Américas que já lhe pertencia. O britânico Aled Davies faturou o ouro (16,44 m) e o kuwaitiano Faisal Sorour, a prata (16,28 m).

Prata confirmada no júri

Fora das pistas, o paulista Thiago Paulino teve a medalha de prata no arremesso de peso F57 ratificada após julgamento de protesto. O brasileiro, que alcançou 14,82 m no sábado, fora questionado por suposta infração técnica, mas o recurso apresentado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi aceito, mantendo a posição.

Trabalho de base sustenta o resultado

Vice-presidente do CPB, Yohansson Nascimento atribuiu o feito ao investimento na formação de atletas com festivais paralímpicos em 120 cidades, centros de treinamento espalhados pelas 27 unidades federativas e descoberta de talentos em todo o território nacional. “O planejamento mira não só Los Angeles 2028, mas também 2032”, destacou.

Evolução constante

O Brasil já vinha flertando com a liderança do Mundial. Nas edições anteriores, ficou em segundo lugar em Kobe 2024, Paris 2023 e Dubai 2019. Até então, a melhor campanha havia ocorrido em Kobe, com 19 ouros entre 42 medalhas.

Com a conquista na Índia, o país passa a liderar o primeiro Mundial deste ciclo paralímpico rumo a Los Angeles e estabelece novo recorde de títulos dourados em sua história na competição.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte

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