MONSTRUOSIDADE –
Questionado sobre a possibilidade de ter praticado penetração sexual nas vítimas, o interrogado nega.
O primeiro relatório de análise de DNA concluído pela Politec (Perícia Oficial de Identificação Técnica), no caso da chacina de Sorriso, no qual uma mãe e suas filhas foram brutalmente assassinadas, contradiz a versão apresentada pelo assassino durante seu depoimento.
O pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos, de 32 anos, admitiu ter perpetrado estupro contra as vítimas usando apenas seus dedos, mas os resultados do material genético encontrados na vítima mais jovem, de 13 anos, confirmam a prática de conjunção carnal.
Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos, e suas filhas, Miliane Calvi Cardoso, 19 anos, e duas menores de 13 e 10 anos, foram cruelmente assassinadas por Gilberto, que, em seu depoimento, confessou ter matado as quatro vítimas e estuprado três delas, as mais velhas, utilizando apenas os dedos.
No documento, consta que “o interrogado esclarece que não fez nada com o corpo da vítima menor; que, quanto às outras três vítimas, o interrogado afirma que, depois de tirar as roupas delas, introduziu os dedos nas vaginas delas. […] Questionado se introduziu o pênis em alguma das vítimas, o interrogado afirma que não”. O primeiro laudo, concluído em 1 de dezembro, refuta a versão apresentada durante o depoimento.
“A análise comprovou que o material genético coletado nas partes íntimas da vítima M.C.C., de 13 anos, é compatível com a amostra doada pelo suspeito”, informa um trecho do comunicado. Este é apenas um dos laudos solicitados pela Polícia, que incluem a análise dos tufos de cabelo encontrados na mão da vítima de 19 anos e as roupas utilizadas por Gilberto para cometer o crime.
No caso, as vítimas foram assassinadas entre a noite de sexta-feira (24) e a madrugada de sábado (25), sendo os corpos descobertos apenas na manhã de segunda-feira (27) pela Polícia. O chefe da família estava trabalhando no Paraná e perdeu contato com elas desde a sexta-feira.
Gilberto Rodrigues dos Anjos foi preso na segunda-feira, logo após a descoberta dos corpos, e confessou a autoria, entregando à Polícia as roupas íntimas das vítimas que ele havia levado do local do crime. As vítimas, mãe e duas filhas mais velhas, foram mortas com cortes profundos nos pescoços, enquanto a filha mais nova foi asfixiada até a morte com o auxílio de um travesseiro. Além dos homicídios, o pedreiro é acusado de abuso sexual contra as vítimas.
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