Caracas – O governo da Venezuela decretou estado de emergência e publicou um ato oficial que determina às forças policiais a busca e a prisão de todas as pessoas que tenham promovido ou apoiado o ataque armado realizado pelos Estados Unidos, ação que resultou na captura e na detenção de Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.
O documento, divulgado nesta segunda-feira pelos canais institucionais do Executivo, classifica como crime qualquer manifestação de apoio, incentivo ou colaboração com a ofensiva estrangeira. Segundo o texto, policiais em todo o território nacional estão autorizados a localizar e deter suspeitos “envolvidos direta ou indiretamente” na operação que retirou Maduro do poder.
A medida passou a valer imediatamente após a assinatura do presidente interino, cujo nome não foi informado no decreto tornado público. Para justificar o estado de emergência, o governo alegou “grave ameaça à ordem pública” e afirmou que o país enfrenta uma situação excepcional depois da captura do ex-chefe de Estado.
O ato não estabelece prazo para o estado de emergência nem para a vigência das ordens de prisão. Também não há, até o momento, informações oficiais sobre quantas pessoas já foram detidas ou investigadas desde a publicação das novas regras.
O ataque dos Estados Unidos que levou à prisão de Maduro e de Cilia Flores foi caracterizado pelo governo venezuelano como uma agressão armada externa. Apesar de o decreto mencionar explicitamente cidadãos que “apoiaram” a ação, o texto não define se o alvo inclui manifestações em redes sociais, atos de rua ou declarações públicas.
Parlamentares da oposição venezuelana criticaram a decisão, alegando que o governo restringe liberdades civis ao equiparar apoio político a delito. Já defensores do decreto argumentam que a medida visa preservar a segurança interna depois da remoção de Maduro do cargo.
Até a publicação desta reportagem, autoridades de segurança não haviam detalhado procedimentos operacionais para cumprir as novas ordens nem divulgado balanço de diligências em andamento.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News
