MatoGrossoAoVivo

Cientista de Israel anuncia remédio 95% eficaz na cura contra Covid-19 em estado grave

Last Updated on: 8 de fevereiro de 2021

Pesquisadores do hospital Ichilov, em Tel Aviv, Israel, anunciaram que podem ter desenvolvido um remédio para curar a o novo coronavírus.

Pacientes foram tratados com imunoterapia; médico Nadir Arbar explica que não se trata da cura da covid, mas de adjuvante nas formas graves.

Os estudos ainda são preliminares, mas os índices são positivos. De acordo com a publicação, o medicamento EXO-CD2 se demonstrou eficaz em 95% dos pacientes em estado grave.

O medicamento EXO-CD24 foi desenvolvido pelo professor Nadir Arbar, do Centro Integrado de Prevenção ao Câncer. Até o momento, 30 pacientes com covid-19 receberam o remédio e o resultado foi positivo em 95% dos casos.

“Dos 30 pacientes que receberam o medicamento, 29 apresentaram uma melhora acentuada em dois dias e tiveram alta hospitalar três a cinco dias depois”, diz o  jornal israelense Ynet News.

O periódico ressalta que se trata de um tratamento similar ao anunciado pelo Hadassah Medical Center, em Jerusalém, Israel, em outubro do ano passado. Neste estudo, 21 pacientes foram submetidos à terapia do medicamento Allocetra, de acordo com informações do Hadassah.

Entre eles, 19 se recuperaram em seis dias e tiveram alta hospitalar depois de oito dias, apresentando posteriormente teste negativo da doença. 

O tratamento realizado pelo Hospital Ichilov e pelo Hadassah Medical Center para a covid-19 é a imunoterapia, já utilizada para o câncer.

Na imunoterapia, os medicamentos estimulam os mecanismos de regulação natural do sistema imunológico para evitar a chamada “tempestade de citocina”, uma resposta exacerbada da defesa do organismo desencadeada pela covid-19. “Os remédios restauram o equilíbrio imunológico sem suprimir o sistema imune”, esclarece o Hadassah Medical Center. 

O pediatra infectologista Renato Kfouri, primeiro-secretário da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) explica que se trata de um teste preliminar da fase 1 – os estudos clínicos têm três fases.

“É preciso cuidado. Parece que os resultados são muito animadores, mas nas fases seguintes, de eficácia, podem demonstrar que não funcionou. Poucos pacientes receberam a medicação, que é como se faz em estudo da fase 1 e, aparentemente, tiveram melhora”, afirma.

“É animador, mas não é a cura da covid-19. É simplesmente um adjuvante nas formas graves da doença”, acrescenta.

FONTES: AGÊNCIA BRASIL/GAZETA BRASIL

___________________________________________

[wpdevart_like_box profile_id=”1959921194250357″ connections=”show” width=”800″ height=”200″ header=”small” cover_photo=”show” locale=”pt_BR”]

Sair da versão mobile