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Vereadora Michelly Alencar avalia convites de quatro partidos

Cuiabá – A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) confirmou que recebeu propostas de quatro legendas para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de outubro. PL, Novo, MDB e PDT sondaram a parlamentar, que admite a possibilidade de trocar de sigla caso não encontre espaço para a candidatura no partido atual.

Reeleita em 2024, Michelly não dispõe de janela partidária este ano e, para mudar de legenda sem risco de perda de mandato, precisaria de carta de anuência do União Brasil. A vereadora afirmou que as conversas ocorrem “com cautela” e que busca uma saída “pela porta da frente”, evitando atritos com a direção estadual da sigla.

O União Brasil é comandado no estado pelo governador Mauro Mendes, com quem Michelly se distanciou após romper politicamente com a primeira-dama Virginia Mendes, sua principal apoiadora em 2022. Desde então, a vereadora relata ter perdido espaço interno, o que reacendeu a discussão sobre a filiação.

No ano passado, o secretário-geral do partido e deputado estadual Dilmar Dal Bosco garantiu publicamente que a parlamentar teria vaga na chapa para deputada estadual. Apesar da sinalização, aliados de Michelly avaliam que o clima dentro da legenda esfriou nos últimos meses.

O desgaste atingiu também o marido de Michelly, Jefferson Neves, ex-secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), exonerado após o rompimento com o Palácio Paiaguás. Sem o respaldo da primeira-dama, a vereadora passou a contar com o apoio dos irmãos senador Jayme Campos e deputado estadual Júlio Campos, ambos do União Brasil e críticos à condução partidária de Mauro Mendes.

Nos bastidores, correligionários defendem que o União Brasil concentre no máximo três candidaturas competitivas à Assembleia, cenário que poderia dificultar a inclusão de Michelly. A parlamentar avalia que ingressar em outra sigla lhe garantiria autonomia para estruturar a campanha sem depender de articulações internas.

Qualquer definição, contudo, depende da liberação formal do União Brasil. Caso a carta de anuência não seja concedida, a vereadora terá de permanecer na sigla até o fim do mandato na Câmara de Cuiabá. Ela afirma que pretende anunciar uma decisão “nas próximas semanas”, após concluir as conversas com dirigentes estaduais e federais dos partidos interessados.

PL, Novo, MDB e PDT não confirmaram oficialmente as negociações, mas, segundo fontes próximas às conversas, demonstraram interesse em reforçar suas chapas proporcionais com o nome de Michelly, que obteve votação expressiva na capital nas duas últimas eleições municipais.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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