O programa federal Move Brasil completou um mês de vigência no domingo (8/2) com R$ 1,9 bilhão em créditos aprovados para a aquisição de 1,7 mil caminhões novos e seminovos em todas as regiões do país. O balanço foi divulgado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante visita a uma concessionária da Scania, em Guarulhos (SP).
Lançado em 8 de janeiro, o Move Brasil oferece financiamento com juros reduzidos a caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte rodoviário de cargas. Para ter acesso ao crédito, o veículo deve ser produzido no Brasil e atender a critérios de sustentabilidade e conteúdo local.
Recursos disponíveis
Ao todo, o programa conta com R$ 10 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do montante já liberado, R$ 44 milhões contemplaram profissionais autônomos.
“Isso é ótimo, porque a indústria fabrica mais, o comércio vende mais, a logística ganha eficiência, reduzimos acidentes e protegemos o meio ambiente. É uma agenda muito positiva”, afirmou Alckmin.
Logística em expansão
O vice-presidente reforçou a importância do transporte rodoviário para o comércio exterior. Segundo ele, o recorde nas exportações e importações registrado no ano anterior exige uma malha logística robusta, tendência que deve se intensificar com os novos acordos do Mercosul com a União Europeia, Efta e Singapura. “A demanda vai crescer. Vocês vão vender muitos caminhões”, disse.
Impacto na cadeia automotiva
A agenda em Guarulhos contou com a presença do CEO da Scania para a América Latina, Christopher Podgorski, que elogiou o modelo do Move Brasil por envolver todos os elos da cadeia do transporte. “O programa não favorece um único segmento, mas toda a cadeia de valor, gerando empregos qualificados e impulsionando a transição energética”, destacou.
Dados da montadora mostram que o Scania Banco financiou 283 caminhões em contratos que somam R$ 228 milhões, dos quais 70% foram destinados a micro, pequenas e médias empresas.
Taxas atrativas
Podgorski também ressaltou que o custo do financiamento via Move Brasil fica abaixo de 1% ao mês, patamar considerado decisivo para a retomada de investimentos no setor. “Com juros mais baixos, a renovação de frota se torna viável, reduzindo custos de manutenção e consumo de combustível”, afirmou.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que o acompanhamento das operações continuará mensalmente e que novos ajustes podem ser anunciados caso a demanda extrapole os R$ 10 bilhões disponíveis.
Até o momento, não há previsão de ampliação dos recursos, mas o governo avalia o desempenho do programa para possíveis futuras rodadas de crédito.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
