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Empresários vão à Câmara para tentar barrar fim da escala 6×1 e defendem negociação coletiva

Durante o debate, empresários defenderam que eventuais alterações no modelo atual sejam feitas por meio de negociação coletiva entre empresas e trabalhadores, e não por imposição legal.

Representantes do setor produtivo participaram de audiência na Câmara dos Deputados para discutir propostas que preveem mudanças na jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso).

A discussão ocorre no contexto de duas propostas em tramitação no Congresso:

As medidas estão em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Representantes de entidades empresariais afirmaram que mudanças obrigatórias na jornada podem gerar impactos econômicos relevantes.

Segundo dados apresentados por integrantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução da carga horária sem diminuição salarial pode elevar custos trabalhistas e afetar preços ao consumidor.

Estimativas apontam possibilidade de aumento nos preços e impacto no Produto Interno Bruto (PIB), caso a mudança seja implementada de forma ampla.

Durante a audiência, empresários destacaram que parte dos acordos coletivos já trata da jornada de trabalho, o que indicaria flexibilidade nas relações entre empregadores e trabalhadores.

A avaliação do setor é de que esse modelo permitiria ajustes conforme a realidade de cada segmento da economia, evitando impactos generalizados.

Representantes de áreas como transporte e comércio também manifestaram preocupação com possíveis efeitos da mudança.

Entre os pontos levantados estão:

Durante o debate, o relator das propostas na comissão lembrou que mudanças anteriores na jornada de trabalho também enfrentaram resistência.

Ele citou a redução de 48 para 44 horas semanais, ocorrida na Constituição de 1988, quando previsões negativas não se confirmaram na dimensão esperada.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 tem ganhado espaço no país, impulsionada por movimentos sociais e propostas legislativas que defendem melhores condições de trabalho.

Atualmente, a jornada de seis dias consecutivos com um de descanso é permitida pela legislação, mas tem sido alvo de críticas por seus impactos na qualidade de vida dos trabalhadores.

As propostas seguem em análise na Câmara dos Deputados e devem avançar nas próximas etapas legislativas.

A expectativa é de que o tema continue gerando debate entre representantes do setor produtivo, parlamentares e trabalhadores, diante dos possíveis impactos econômicos e sociais.

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