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Câmara de Cáceres revoga auxílio-alimentação de R$ 1,7 mil após pressão popular

Câmara de Cáceres revoga auxílio-alimentação de R$ 1,7 mil após pressão popular

Pressão popular força recuo no Legislativo de Cáceres

Após apenas 12 dias de vigência, o auxílio-alimentação destinado aos parlamentares de Cáceres foi oficialmente cancelado. A decisão da Mesa Diretora da Câmara Municipal ocorreu durante a sessão desta segunda-feira (8), motivada pela intensa repercussão negativa e pela indignação manifestada pelos moradores da cidade diante da criação do benefício.

O Projeto de Lei nº 22/2026, apresentado pelos próprios vereadores, revoga a legislação anterior que garantia o repasse mensal de R$ 1,7 mil em dinheiro para cada um dos 15 integrantes da Casa de Leis. A medida, que havia sido sancionada pela prefeita Eliene Liberato (PSB), gerou um desgaste político imediato, levando a presidência do Legislativo a emitir nota oficial justificando o recuo como uma resposta direta ao “clamor público” e um gesto de sensibilidade às demandas da sociedade.

Impacto financeiro e estrutura salarial

A implementação do benefício elevaria os rendimentos mensais de cada parlamentar para o patamar de R$ 22.974,90. O valor seria composto pelo salário fixo de R$ 11.200,00, somado à Verba Indenizatória (VI) de R$ 10.074,90, além do novo auxílio agora extinto. O custo anual estimado para os cofres públicos, caso o auxílio fosse mantido, seria de R$ 306 mil, montante que seria viabilizado por meio de um remanejamento no orçamento municipal.

Tramitação de novo auxílio-saúde

Embora o auxílio-alimentação tenha sido sepultado, a atenção da população permanece voltada para os bastidores da Câmara Municipal. Os parlamentares mantêm em tramitação uma proposta para a criação de um auxílio-saúde, que prevê o pagamento mensal de R$ 3 mil para cada vereador. O projeto segue o mesmo modelo da verba indenizatória, sendo livre de impostos ou descontos previdenciários, o que mantém o tema no centro do debate político local.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT

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