Moradores de diversos bairros de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, voltaram a denunciar problemas no abastecimento público. Nos últimos dias, relatos indicam interrupções prolongadas no fornecimento e chegada de água turva, com aparência de barro, às residências.
Vídeos que circulam em redes sociais mostram torneiras despejando água escura e moradores cobrando providências da concessionária responsável pelo serviço. Em uma das gravações, um habitante do bairro Estadual reclama: “A gente não quer mais desculpa, quer solução”. Outra moradora exibe a coloração da água e questiona: “Essa é a água que a população merece? Prefeito Chico Gamba, faz alguma coisa pelo seu povo”.
Interrupções frequentes
Os relatos apontam que o desabastecimento chega a durar vários dias, obrigando famílias a recorrer a reservas improvisadas ou à compra de água mineral. Além da falta d’água, vazamentos e perdas na rede de distribuição também são alvos de críticas. Para os moradores, a infraestrutura de saneamento básico não comporta a demanda atual do município.
Segundo os denunciantes, a concessionária justifica as interrupções com problemas técnicos nas estações de captação e tratamento, mas não apresenta prazo definitivo para normalizar o serviço. “A cidade inteira está reclamando. Água suja, água que não enche a caixa-d’água; a situação é a mesma há semanas”, afirmou outro morador em publicação online.
Cobrança por soluções imediatas
Parlamentares municipais e lideranças comunitárias também pressionam por medidas emergenciais. Eles pedem inspeções na rede, manutenção preventiva nos filtros de tratamento e ampliação da capacidade de bombeamento. Há ainda reivindicações por maior transparência sobre a qualidade da água distribuída e um cronograma oficial de reparos.
Até o momento, a empresa responsável não divulgou comunicado oficial sobre os novos episódios de falta d’água nem explicou a coloração barrenta registrada nos vídeos. A Prefeitura, por sua vez, informou que notificou a concessionária e exigiu relatório técnico detalhado sobre a causa das falhas.
No início de outubro, a temperatura em Alta Floresta ultrapassou 38 °C em algumas tardes, intensificando a necessidade de consumo e agravando o impacto do desabastecimento. Moradores destacam que, em períodos de calor extremo, a ausência de água compromete higiene, preparo de alimentos e atividades escolares.
Sem uma previsão clara para o restabelecimento pleno do serviço, a população organiza novos protestos e pretende formalizar denúncias junto à Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT). Representantes comunitários afirmam que também irão recorrer ao Ministério Público Estadual caso a situação persista.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte
