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Caso La Brysa completa um ano sem suspeitos detidos

O assassinato da cantora Laysa Moraes Ferreira, conhecida artisticamente como La Brysa, chegou ao primeiro ano sem que nenhum suspeito tenha sido preso. O inquérito permanece em andamento na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, e não há prazo para conclusão.

La Brysa, 30 anos, desapareceu em 3 de janeiro de 2025. Amigos relataram que a artista saiu de casa deixando a porta destrancada e todos os pertences, o que levou familiares a comunicar o sumiço à Polícia Civil. Seis dias depois, na tarde de 9 de janeiro de 2025, o corpo foi localizado boiando no Rio Cuiabá, próximo ao bairro Novo Tempo, enrolado em um tapete.

Linhas de investigação

A principal hipótese apurada é a de que o crime possa ter ligação com facções criminosas. A cantora era natural de Três Lagoas (MS), área de domínio do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival do Comando Vermelho, majoritário em Mato Grosso. Investigadores acreditam que eventuais disputas territoriais possam estar relacionadas ao homicídio.

Segundo a Polícia Civil, testemunhas e familiares já prestaram depoimento, e há nomes sob suspeita. Contudo, os agentes ainda buscam elementos de prova que sustentem um pedido de prisão preventiva. A corporação não divulgou quantos suspeitos são monitorados nem detalhou o andamento das diligências.

Detalhes da morte

O laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que a causa da morte foi afogamento. O corpo da artista estava preso a um balde de tinta de 18 litros recheado de concreto, usado como peso para mantê-la submersa. O delegado responsável pelo caso, Bruno Abreu Magalhães, informou que os pés e a região do abdômen da vítima foram amarrados com fio elétrico, impedindo qualquer reação.

“Ela estava totalmente imobilizada. Recolhemos parte do fio para comparar com material que possa ser encontrado em eventuais locais ligados aos suspeitos”, afirmou Magalhães à época da descoberta do corpo. Para o delegado, os indícios apontam que a vítima já estava sem condições de defesa quando foi lançada ao rio.

Trajetória artística

Radicada em Cuiabá, La Brysa integrava a cena local de rap, trap e funk. A cantora ganhou projeção ao vencer a “Batalha Vai Ser Rimando”, competição organizada pelo rapper Emicida, e também acumulava premiações em outras disputas de rima.

Apesar da repercussão do caso no meio artístico e nas redes sociais, a investigação ainda não resultou em identificação formal de autores ou na definição da motivação. A DHPP reforça que informações que possam colaborar com a apuração podem ser encaminhadas anonimamente ao Disque-Denúncia 197.

Enquanto familiares cobram respostas, a Polícia Civil reafirma que o inquérito continua aberto e que novas diligências serão realizadas até que os responsáveis sejam indiciados.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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