Projetos de acessibilidade espalhados pelo litoral e por unidades de conservação vêm ampliando o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida ao turismo de sol e natureza em todo o país. A iniciativa combina equipamentos específicos, como cadeiras anfíbias e a monociclo Julietti, a obras de infraestrutura que eliminam barreiras físicas, permitindo que todos aproveitem a temporada de verão com segurança e autonomia.
Beira-mar sem obstáculos
As chamadas cadeiras anfíbias, que flutuam e não afundam na areia, são o principal recurso adotado por programas de praias acessíveis. Confira onde encontrar esses serviços:
Pernambuco – O projeto Praia sem Barreiras funciona em Porto de Galinhas (Ipojuca), na Praia do Sueste (Fernando de Noronha) e na Praia de Boa Viagem (Recife).
Ceará – O Praia Acessível atende banhistas no Aterrinho da Praia de Iracema, em Fortaleza, e na Praia de Cumbuco, em Caucaia.
Rio de Janeiro – O Praia para Todos disponibiliza cadeiras especiais em Copacabana (Postos 5 e 6), Barra da Tijuca (Posto 3), Recreio e Cabo Frio.
São Paulo – O Programa Praia Acessível contempla várias cidades do litoral, entre elas Santos, Guarujá, Ilhabela e Caraguatatuba.
Espírito Santo – Os projetos Praia Legal e Acesso Cidadão funcionam na Praia de Camburi, em Vitória, e na Praia da Costa, em Vila Velha.
Região Sul – No Paraná, o Verão Maior Paraná opera em Guaratuba e Matinhos; em Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros mantém postos acessíveis em Balneário Camboriú e Florianópolis; no Rio Grande do Sul, a Faders oferece estrutura em Torres e Capão da Canoa.
Muitas dessas ações são sazonais e podem ocorrer apenas em dias específicos. Recomenda-se consultar os sites ou redes sociais das prefeituras para confirmar horários e disponibilidade antes da visita.
Natureza preparada para todos
No ecoturismo, Unidades de Conservação federais e estaduais adotam rampas, passarelas niveladas e disponibilizam a cadeira Julietti, projetada para trilhas com terreno irregular. Entre os principais destinos adaptados estão:
Parque Nacional do Iguaçu (PR) – Elevadores, rampas e passarelas acessíveis permitem chegar à Garganta do Diabo, ponto alto das Cataratas.
Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ) – A Trilha Suspensa, com 1,3 km sobre passarelas de madeira na copa das árvores, é totalmente acessível.
Parque Nacional da Serra da Capivara (PI) – Passarelas e rampas garantem acesso seguro aos sítios arqueológicos com pinturas rupestres.
Parque Nacional de Brasília (DF) – A Trilha da Capivara possui piso nivelado e sinalização tátil, facilitando a orientação de visitantes.
Parque Nacional da Tijuca (RJ) – O Caminho Dom Pedro Augusto oferece percurso plano e sinalizado no coração da floresta urbana.
Além desses, parques como Serra da Canastra (MG), Chapada Diamantina (BA) e Ubajara (CE) já utilizam a Julietti para superar trechos variados de trilha.
Apoio ao setor turístico
Para orientar prestadores de serviço, o Ministério do Turismo disponibiliza o Guia Atender Bem Pessoas com Deficiência, que reúne recomendações sobre atendimento, equipamentos e legislação. O material reforça que acessibilidade é requisito legal e fator competitivo para destinos que desejam receber todos os perfis de viajantes.
Com esses investimentos, o país avança na democratização do lazer ao ar livre, assegurando que ninguém fique de fora da diversão neste e nos próximos verões.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério do Turismo
