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Ranalli cobra OAB após ameaça de advogado a bolsonaristas

O vereador Rafael Ranalli (PL), de Cuiabá, pediu que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Cáceres investigue o advogado Lindomar da Silva Rezende, acusado de incitar violência contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar classificou o episódio como “ódio do bem” e disse não aceitar qualquer possibilidade de arquivamento do caso.

“Quem faz isso é faccionado. Se fosse alguém do nosso lado falando em matar ou cortar cabeças, já estaria preso”, afirmou Ranalli, dirigindo-se à presidente da subseção da OAB em Cáceres, Cibeli Simões. O vereador ressaltou que a entidade, por ser “tão respeitada e renomada”, não pode tolerar manifestações de violência por parte de seus integrantes.

As mensagens no WhatsApp

A cobrança ocorre após a divulgação de mensagens atribuídas a Lindomar Rezende em um grupo de WhatsApp formado por advogados de Cáceres. No dia 7 de janeiro, durante debate político iniciado pelo compartilhamento de uma notícia sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o uso de cota parlamentar numa viagem, o advogado escreveu que “torcia para cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública” e que se voluntariaria para o ato.

O conteúdo ganhou repercussão nacional após publicação do portal Metrópoles. À reportagem, o advogado confirmou a autoria das mensagens, classificou-as como “infelizes” e divulgou retratação pública. Mesmo assim, Ranalli afirmou que o teor do texto “extrapola qualquer limite” e exige investigação formal por parte da OAB.

Comparações com outros casos de violência

No vídeo, Ranalli citou casos que, segundo ele, evidenciam os riscos de discursos de ódio. O vereador mencionou o norte-americano Charles Kirk, dizendo que teria sido “assassinado após incentivo à violência”, e o atentado a faca contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018, cujas consequências de saúde, afirmou, persistem até hoje.

“Precisamos reagir antes que palavras se transformem em atos”, declarou o parlamentar, ao reforçar o pedido para que Cibeli Simões conduza o processo disciplinar até o fim e aplique eventuais sanções cabíveis.

Posicionamento da OAB

Até a publicação desta matéria, a subseção da OAB em Cáceres não havia se pronunciado oficialmente sobre as declarações de Ranalli nem sobre o andamento de possíveis procedimentos contra Lindomar Rezende. A entidade, contudo, tem sido cobrada por advogados e representantes de movimentos políticos para que se manifeste publicamente.

Enquanto aguarda resposta, Ranalli disse que continuará acompanhando o caso e pretende levar o tema ao Conselho Seccional da OAB em Mato Grosso, caso considere o andamento insatisfatório. “Não se trata de perseguição ideológica; é uma defesa da ordem democrática”, argumentou.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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