O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou na segunda-feira o recebimento de uma nova denúncia envolvendo acusações de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Esta mais recente queixa motivou a corregedoria-nacional de Justiça a instaurar uma nova reclamação disciplinar, após ouvir o depoimento da suposta vítima. O processo investigativo permanece sob segredo de Justiça.
Esta é a segunda acusação formalizada que recai sobre o magistrado, que tem 68 anos de idade. A primeira denúncia havia sido protocolada no conselho na semana anterior à confirmação da nova acusação. De acordo com os detalhes da queixa inicial, uma jovem de 18 anos, descrita como filha de um casal de amigos do ministro, é quem o acusa de ter tentado agarrá-la.
O incidente que gerou a primeira denúncia teria acontecido no mês passado, quando o ministro Buzzi, a jovem e seus pais compartilhavam um período de férias. O local apontado para o ocorrido é Balneário Camboriú, uma conhecida cidade do litoral de Santa Catarina, onde o grupo estava desfrutando de um banho de mar.
Em resposta à primeira acusação, o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) agiu prontamente, abrindo uma sindicância interna para apurar os fatos. Pouco tempo depois da instauração da sindicância, o ministro Marco Buzzi apresentou um atestado médico, resultando em seu afastamento temporário das atividades laborais por razões de saúde.
Defesa do Ministro Nega Acusações
Por meio de nota oficial, a defesa do ministro Marco Buzzi, representada pelos advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila, emitiu um comunicado negando veementemente as acusações. Os defensores destacaram que, até o momento, não tiveram acesso aos detalhes completos dos procedimentos que foram abertos tanto no Conselho Nacional de Justiça quanto no STJ.
Os advogados reafirmaram a inocência do ministro em seu pronunciamento. “O ministro Marco Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbito dos procedimentos já instaurados”, declarou a equipe jurídica, expressando confiança na possibilidade de provar a improcedência das alegações no decorrer das investigações em curso.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
