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Migração esvazia PSB e faz Podemos liderar Câmara de Cuiabá

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) perderá três das quatro cadeiras que ocupa atualmente na Câmara Municipal de Cuiabá e ficará com apenas um vereador em menos de dois anos de legislatura. A debandada fortalece o Podemos, que passará a contar com cinco parlamentares, tornando-se a maior bancada da Casa.

A reconfiguração deve se concretizar em 7 de março, quando o vereador Sargento Joelson formalizará sua filiação ao Podemos durante ato que marcará a posse do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, no comando estadual da sigla. Joelson, ex-PSB, teve a imagem abalada após ser alvo da Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Civil em 2025 para investigar suposta cobrança de propina de uma empresa responsável por obras públicas na capital. Ele nega as acusações e já retornou ao mandato.

Ao lado de Joelson, também devem ingressar no Podemos os vereadores Ildes Taques e Katiuscia Manteli, ambos apadrinhados políticos de Max Russi. Com a chegada do trio, eles se juntarão a Doutora Mara e Kássio Coelho, que já militam na legenda, formando a nova composição de cinco cadeiras.

Com a saída dos três parlamentares, o PSB permanecerá representado apenas por Dídimo Vovô, opositor declarado do prefeito Abilio Brunini (PL). A perda coloca fim ao status de uma das maiores bancadas do Legislativo cuiabano, conquistado pelo PSB no início da legislatura.

Mapa das bancadas

Após a reorganização, o panorama na Câmara Municipal deve ficar da seguinte forma:

*A bancada do União Brasil pode sofrer alteração, pois a vereadora Michelly Alencar solicitou autorização para migrar ao Novo. Já o PL recebeu convite do mesmo partido para o vereador Rafael Ranalli.

Nos bastidores, dirigentes do Podemos avaliam que a entrada de Max Russi e de parte significativa do grupo político que o acompanha coloca a sigla no centro das articulações para as eleições municipais de 2028, tanto na Capital quanto no interior do Estado.

Apesar da expressiva perda, o PSB ainda tenta manter diálogos para evitar novas baixas, enquanto o prefeito Abilio Brunini observa a movimentação partidária que pode impactar a governabilidade e as votações de projetos do Executivo na Câmara.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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