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Oferta restrita e exportações impulsionam arroba do boi

A primeira semana de fevereiro manteve o mercado físico do boi gordo em alta no Brasil. Levantamento da Scot Consultoria mostra que a arroba do boi comum saiu de R$ 330,00 no início do mês para R$ 332,00 em 6 de fevereiro. Já o boi-China, animal com padrão exigido pelo mercado chinês, avançou de R$ 335,00 para R$ 340,00 no mesmo período, em negociações a prazo.

Oferta encurtada pressiona preços

A principal força por trás da valorização segue sendo a oferta limitada de animais prontos para abate. Em janeiro de 2026, o número de cabeças abatidas ficou 300 mil abaixo do registrado em janeiro de 2025. Com menos boi disponível, frigoríficos passaram a disputar lotes de melhor terminação, movimento que eleva a referência da arroba e reduz a liquidez no mercado.

Exportações ganham tração

O bom desempenho externo também sustenta as cotações. No mês passado, o Brasil exportou 231,8 mil toneladas de carne bovina, volume 51,8 mil toneladas superior ao observado em igual intervalo de 2025. A China permaneceu como principal destino, absorvendo cerca de metade dos embarques, mas México, Argentina e Indonésia ampliaram suas compras, ajudando a diversificar mercados e reduzir a dependência de um único comprador.

Combinação de fatores mantém otimismo

Analistas destacam que a coexistência de oferta curta e demanda externa aquecida alimenta a expectativa de preços firmes no curto prazo. Para pecuaristas, o cenário é favorável, mas requer atenção à gestão de custos e eficiência produtiva a fim de preservar margens em um ambiente cada vez mais competitivo.

Enquanto a disponibilidade de animais não se normalizar e as exportações seguirem em ritmo forte, o mercado tende a permanecer sustentado, com variações pontuais influenciadas pela estratégia de compra dos frigoríficos e pela oscilação cambial.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Portal do Agronegócio

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