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Queda do açúcar se mantém nas bolsas e no mercado brasileiro

Os preços do açúcar registraram nova retração na última semana, tanto nos principais mercados internacionais quanto no segmento doméstico brasileiro. O movimento, observado no fechamento de sexta-feira (6), reflete ajustes técnicos e a tradicional baixa liquidez do período de entressafra no Centro-Sul do país.

Nova York recua em todos os contratos mais negociados

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto acumulou perdas generalizadas. O contrato março/26 cedeu 0,16 centavo, encerrando o pregão a 14,11 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento maio/26 recuou 0,13 centavo, para 13,71 cents/lbp, enquanto julho/26 repetiu a variação negativa e foi cotado a 13,69 cents/lbp. Já o outubro/26 fechou em 14,04 cents/lbp, depois de perder 0,11 centavo.

Sugar #5 acompanha tendência de baixa em Londres

As cotações do açúcar branco negociadas na ICE Futures Europe também terminaram a sessão no vermelho. O contrato março/26 recuou US$ 3,50, finalizando a US$ 404,40 por tonelada. Para maio/26, a queda foi de US$ 3,80, com preço de US$ 409,30/t. Os vencimentos agosto/26 e outubro/26 retrocederam US$ 3,80 e US$ 3,20, negociados respectivamente a US$ 402,30/t e US$ 400,00/t.

Mercado interno acompanha cenário internacional

No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal refletiu o sentimento negativo visto no exterior. A saca de 50 quilos foi cotada a R$ 100,63 na sexta-feira (6), acumulando queda de 4,06% no mês.

Entressafra limita oferta no Centro-Sul

A desvalorização ocorre em meio à entressafra 2025/26 na principal região produtora do país. Com as usinas operando em ritmo reduzido, a oferta no spot diminui, mas a menor liquidez típica do período limita a sustentação dos preços. A expectativa é de retomada gradual das atividades industriais na segunda quinzena de março, quando começa o novo ciclo de moagem, seguindo o padrão histórico da safra brasileira.

Até lá, agentes de mercado avaliam que a volatilidade deve permanecer, guiada por ajustes técnicos e pelo acompanhamento das condições climáticas que influenciam o desempenho da próxima safra.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Portal do Agronegócio

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