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Vice-prefeitos de MT miram vagas na Assembleia e Câmara

Pelo menos cinco vice-prefeitos de municípios considerados polos regionais de Mato Grosso vão disputar as eleições de outubro em busca de cadeiras no Legislativo estadual ou federal. Por estarem em mandato, eles não precisam renunciar aos cargos para se lançar candidatos, o que garante vantagem logística e política na campanha.

Disputa pela Assembleia Legislativa

Nas duas maiores cidades do Estado, os vices já confirmaram que vão tentar uma das 24 vagas em jogo na Assembleia Legislativa. Em Cuiabá, a emedebista Vânia Rosa pretende transformar a projeção adquirida na capital em capital político para chegar ao Parlamento estadual. Em Várzea Grande, o liberal Tião da Zaeli, conhecido por ter assumido o Executivo municipal de forma interina em administrações passadas, aposta no recall do sobrenome para consolidar sua candidatura.

Olho na Câmara Federal

Outros três vice-prefeitos focam nas oito vagas reservadas a Mato Grosso na Câmara dos Deputados. Em Rondonópolis, o médico Altemar Lopes (Podemos) prepara-se para levar ao cenário nacional sua atuação na saúde e a experiência administrativa na terceira maior cidade do Estado.

Em Barra do Garças, o professor Sivirino Santos (MDB), mais conhecido como Professor Sivirino, quer capitalizar a influência no Araguaia para obter votos que lhe garantam o passaporte a Brasília. Já em Sorriso, coração do agronegócio mato-grossense, o vice Acácio Ambrosini (União Brasil) busca representar o setor produtivo e reforçar a bancada do partido na capital federal.

Estratégia partidária

Os cinco nomes são vistos pelas respectivas siglas como pontes importantes para ampliar votação em regiões estratégicas. A posição de vice-prefeito permite que eles circulem pela administração municipal, participem de eventos oficiais e mantenham visibilidade durante o período de pré-campanha, sem infringir as regras eleitorais.

Renúncia só em caso de vitória

De acordo com a legislação, ocupantes de cargos de vice podem disputar outros mandatos sem desincompatibilização prévia. Caso sejam eleitos em outubro, precisarão renunciar às atuais funções pouco antes da diplomação e posse no novo cargo, prevista para janeiro do ano seguinte. A manobra garante continuidade administrativa nas prefeituras durante a campanha, já que os titulares permanecem no comando.

Cidades em evidência

Cuiabá e Várzea Grande concentram o maior colégio eleitoral do Estado, enquanto Rondonópolis, Barra do Garças e Sorriso figuram entre os mais importantes polos econômicos e populacionais de Mato Grosso. Com isso, o desempenho eleitoral dos vices nessas localidades é considerado decisivo pelos partidos para a formação de bancadas competitivas tanto na Assembleia quanto na Câmara.

Até o momento, as legendas não divulgaram suplentes ou estratégias de campanha detalhadas, mas a participação ativa dos vice-prefeitos é dada como certa. O cenário deve ganhar contornos mais definidos após as convenções partidárias, marcadas para o meio do ano.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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