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TRE-MT nega liminar e mantém publicações sobre suposta violência doméstica envolvendo Pivetta

A decisão foi tomada no âmbito de uma ação judicial que buscava a retirada imediata do conteúdo das plataformas digitais.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) negou pedido de liminar apresentado pelo vice-governador Otaviano Pivetta e decidiu manter no ar publicações que mencionam suposta violência doméstica envolvendo o político e sua ex-esposa.

Juiz indeferiu dois pedidos de liminares ao Republicanos e negou determinar exclusão de reportagens do PNB On-line e de post opinativo do ex-senador e jornalista Antero Paes de Barros que relembram caso de violência doméstica enfrentado pelo governador. 

Justiça entende que não há urgência para retirada do conteúdo

Ao analisar o pedido, o TRE-MT entendeu que não estavam presentes os requisitos necessários para a concessão da liminar, como urgência ou risco de dano irreparável.

Com isso, as publicações seguem disponíveis até julgamento definitivo do caso. As publicações citadas na ação fazem referência a episódios envolvendo a relação pessoal de Otaviano Pivetta com sua ex-esposa, incluindo menções a violência doméstica.

A defesa do vice-governador argumentou que o conteúdo seria prejudicial à sua imagem e solicitou a remoção.

Decisão ressalta liberdade de informação

Na decisão, a Justiça Eleitoral considerou aspectos relacionados à liberdade de expressão e ao direito à informação, especialmente no contexto político.

O entendimento reforça que a retirada de conteúdo deve observar critérios rigorosos, principalmente em casos que envolvem figuras públicas. Apesar da negativa da liminar, o processo segue em tramitação e ainda será analisado de forma definitiva pelo tribunal.

Isso significa que a decisão pode ser revista após a análise completa das provas e argumentos apresentados pelas partes.

O caso levanta discussões sobre os limites entre a vida privada de agentes públicos e o interesse público em informações que possam ter repercussão política. Especialistas apontam que esse tipo de conflito tem sido cada vez mais frequente no ambiente digital.

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