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Longevidade ativa: ortopedista explica como o movimento protege a saúde na terceira idade

Longevidade ativa: ortopedista explica como o movimento protege a saúde na terceira idade

O Brasil atravessa um período de transição demográfica onde a longevidade se tornou uma realidade acessível a grande parte da população. Com brasileiros vivendo cada vez mais, o debate central na medicina contemporânea deixou de ser apenas sobre o aumento da expectativa de vida e passou a focar na qualidade desses anos adicionais. Segundo o médico ortopedista Matheus Andrade Macedo, especialista em trauma, reconstrução óssea e cirurgia do quadril, a manutenção da autonomia na velhice depende diretamente da preservação do aparelho locomotor.

A importância da reserva musculoesquelética

Para o especialista, o envelhecimento saudável não é um evento fortuito, mas o resultado de uma construção diária iniciada décadas antes. O grande desafio é combater dois processos que, se negligenciados, comprometem a independência do idoso: a osteoporose, que fragiliza a estrutura óssea, e a sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular. O médico enfatiza que a estratégia para evitar a perda de autonomia é o investimento precoce em uma reserva musculoesquelética.

Treinamento de força como pilar da saúde

Embora a caminhada seja uma atividade aeróbica benéfica para o sistema cardiovascular, o Dr. Matheus Andrade Macedo alerta que ela, isoladamente, não supre as necessidades de carga mecânica dos ossos e músculos. O treinamento de resistência, como a musculação, o pilates e o funcional adaptado, é apontado como o verdadeiro pilar da longevidade ortopédica. Músculos fortalecidos atuam como um escudo protetor para as articulações, minimizando dores decorrentes da artrose e servindo como amortecedores em casos de quedas.

Prevenção de quedas e adaptação do ambiente

Dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) revelam um cenário preocupante: cerca de 40% dos idosos com mais de 80 anos sofrem ao menos uma queda por ano. Tais acidentes podem resultar em fraturas graves, como a de fêmur, que impactam severamente a qualidade de vida. Além do exercício físico, que melhora a propriocepção e o equilíbrio, o ortopedista recomenda adaptações domésticas simples, como a instalação de barras de apoio, melhoria na iluminação e o uso de pisos antiderrapantes para reduzir riscos.

Hábitos diários para um esqueleto resiliente

A manutenção da estrutura corporal exige um conjunto de hábitos integrados. O médico destaca a importância de uma nutrição rica em cálcio, presente em laticínios e vegetais escuros, e a exposição solar controlada — entre 15 a 20 minutos diários em horários seguros — para a ativação da vitamina D. Ao priorizar o movimento e a proteção da estrutura óssea, o indivíduo garante que os anos extras conquistados pela medicina moderna sejam vividos com dignidade e independência.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT

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