Vilmar Giachini (MDB) foi alvo da Polícia Federal na Operação Gemini, que investiga esquema de venda de sentenças em MT
Vilmar Giachini (MDB) foi alvo da Polícia Federal na Operação Gemini, que investiga esquema de venda de sentenças em MT
O ex-prefeito de Cláudia (a 531 km de Cuiabá) e atual vereador do município Vilmar Giachini (MDB) também foi alvo da Polícia Federal (PF) na Operação Gemini, deflagrada nessa segunda-feira (8) para investigar um suposto esquema de venda de sentenças no Poder Judiciário de Mato Grosso.
Ele foi submetido a mandados de busca e apreensão, além da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, após decisão do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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De acordo com a decisão, as investigações tiveram origem em notícia encaminhada à Procuradoria da República em Rondonópolis por Paulo Sérgio Borges Aragão, presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais da Gleba Santo Expedido, em Cláudia, que teria relatado o suposto pagamento de R$ 1 milhão para favorecer a empresa Industrial Madeireira S.A. em um processo de reintegração de posse.
No processo, a madeireira disputa uma área de 6.050 hectares na Gleba Santo Expedido.
O presidente da associação de moradores sustenta que a área foi destinada pelo Estado de Mato Grosso para um assentamento rural desde 2006 e que, por se tratar de imóvel público, não caberia ação possessória contra os ocupantes legitimados pelo Estado.
Além disso, Paulo Sérgio alegou que a Industrial Madeireira teria transferido seus direitos sobre a área para Vilmar Giachini, o que faria dele um dos interessados na reintegração de posse.
Conforme a apuração, a manutenção da posse havia sido julgada procedente em primeiro grau em favor de diversas famílias assentadas, mas um recurso de apelação interposto pela madeireira teria sido redistribuído, após uma série de atos processuais, até chegar às mãos do desembargador Dirceu dos Santos, que, em segunda instância, proferiu decisão favorável à empresa.
O deputado estadual Faissal Calil (PL) atuou como advogado da madeireira nesse processo.
Tanto Faissal quanto Dirceu dos Santos também foram alvos da Operação Gemini, que investiga o suposto esquema de venda de sentenças. O desembargador investigado está afastado do TJ desde março deste ano.
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De acordo com a PF, a distribuição do recurso até Dirceu teria ocorrido de forma irregular e contado com articulação estratégica de Faissal, que é ex-assessor do magistrado.
Além disso, a Polícia Federal revelou que, durante análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023 em Cuiabá, foi encontrado um diálogo com Faissal Calil, datado de 14 de novembro de 2023, dois dias antes da sessão de julgamento da reintegração, no qual Zampieri teria afirmado que o resultado ocorreria conforme havia dito.
Para a PF, o diálogo demonstra que houve um ajuste prévio para o resultado do julgamento.
: PF aponta que Faissal teria articulado decisão favorável com Zampieri em processo de reintegração de posse
Também foram alvos da PF nessa segunda-feira o empresário Luciano Cândido Amaral, o advogado Bruno Oliveira Castro e outras seis pessoas.
Todo o suposto esquema de venda de sentenças no Poder Judiciário foi revelado após a devassa feita no celular de Roberto Zampieri, que ficou conhecido como “celular-bomba”.
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Créditos da imagem: Vilmar Giachini (MDB) foi alvo da Polícia Federal na Operação Gemini, que investiga esquema de venda de sentenças em MT
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